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Interesse por armas aumenta em Belém após decreto que flexibiliza posse

quinta-feira, 17/01/2019, 07:15 - Atualizado em 17/01/2019, 07:15 - Autor:


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018, 4,6 milhões de paraenses têm idades acima de 25 anos. Ou seja, estão dentro da faixa etária de aptos - um dos critérios - para adquirir a posse de armas de fogo no Brasil, segundo decreto que flexibiliza a posse de armas, assinado na terça-feira (15) pelo presidente da República Jair Bolsonaro.


As mudanças têm estimulado paraenses a procurarem os estabelecimentos que comercializam armas. Uma loja em Belém autorizada para esse tipo de venda, já registra aumento do interesse por parte de possíveis clientes. 


“O telefone não para. Na verdade, desde a campanha eleitoral do presidente, as pessoas começaram a ligar perguntando como seria caso isso fosse aprovado. As pessoas querem um resumo do que foi o decreto, nos procuram como fonte de informação. Pra gente, não muda muita coisa, pois para alguém comprar uma arma é necessário apresentar alguns documentos exigidos pela Polícia Federal (PF) e pelo Sistema Nacional de Armas”, diz Douglas Pereira, subgerente da loja. De acordo com o Exército, existem 62 estabelecimentos de venda de armas de fogo no Pará.


Além de ter a idade mínima de 25 anos, os critérios incluem passar por exames psicológicos e fazer curso de tiro (veja mais no box). Para a compra da arma, Douglas explica que o primeiro passo é a emissão de autorização de compra por parte da PF e a cópia do formulário do Sistema Nacional que é impresso pela internet.
Emitida a nota fiscal com dados da arma e do titular dela, o documento será encaminhado à PF para a emissão do certificado de registro de arma de fogo, incluindo o guia de tráfego, pois somente com esse documento o cliente poderá transportar a arma da loja até a residência de onde não deverá sair. 

PERFIL


Segundo o subgerente, o comprador costuma pesquisar na internet o tipo de arma que quer, procura a loja para saber o valor, em seguida dá início ao processo de posse que dura, hoje, em torno de 30 dias. Empresários e políticos são os principais clientes da loja, diz ele. “Baseado no perfil dos clientes que já atendemos, que possui o poder aquisitivo favorável, acredito que haverá um aumento nas vendas daqui a algum tempo”, diz Douglas.


O custo das armas não cabe em todos os bolsos. Na loja onde Douglas trabalha, localizada dentro de um shopping na rodovia BR-316, as armas para a posse são o revólver calibre 38 e a pistola 380. A primeira custa a partir de R$ 2.900 até R$ 4.060, o que vai diferenciar é o tamanho do cano e a capacidade de tiro. 
Já a pistola 380 custa a partir de R$ 4.730 e pode chegar a R$ 6.500, dependendo do tipo de material e também a capacidade de tiro. Armas como pistola ponto 40 e 9 mm são de uso exclusivo das polícias e forças armadas.


(Michelle Daniel/Diário do Pará)

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