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Poupar para situações de emergência é difícil, mas necessário

domingo, 02/12/2018, 08:23 - Atualizado em 02/12/2018, 08:40 - Autor:


Quando todo o montante recebido já foi utilizado para quitar as despesas e se acredita já poder esperar tranquilo pelo início do mês seguinte, o trabalhador pode ser surpreendido com a descoberta de uma doença, com um defeito repentino no carro ou até mesmo a perda do emprego, por exemplo. 


Nesse momento, quem dispõe de uma poupança para situações de emergência tem mais chances de conseguir passar pelo problema sem comprometer muito as finanças. A questão é que, segundo dados divulgados pelo Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central, apenas 46% dos brasileiros têm condições de levantar dinheiro para enfrentar situações desse tipo. 


Para que tal cenário mude, o educador financeiro Luís Paulo Mesquita recomenda que as famílias se planejem para manter um fundo voltado para situações que não são esperadas e que fogem ao controle do trabalhador. “O objetivo da reserva de emergência é só ter um recurso disponível em situação que não se estava esperando”, reforça. “Às vezes a pessoa compromete todo o salário dela com as despesas normais e não reserva nenhuma parte. Caso ela ou algum parente adoeça ou mesmo se ela perder o emprego, vai se ver em uma situação difícil”. 


Ainda que a renda da família não seja a ideal, o educador financeiro destaca que é possível poupar. Antes de tudo, deve-se ter o controle de quanto se recebe – devendo considerar apenas o valor líquido, o que é depositado em sua conta todo mês - e de todas as despesas mantidas ao longo do mês. “Se a pessoa tiver essas anotações, vai ter noção de onde pode tirar esse valor que irá para a reserva”, considera Luís. “A conta de energia é um exemplo disso. Sabemos que se economizarmos o consumo, o valor pode baixar”, destaca. 


FUNDO


Luís recomenda que o trabalhador tente reservar, todo mês, em torno de 10% do que recebe para fazer o fundo de emergência. Se, por exemplo, uma pessoa recebe R$3 mil por mês, teria que reservar R$300 para a poupança. “A pessoa tem que ter uma reserva para suprir as suas necessidades por pelo menos 6 meses”, recomenda o educador financeiro. 


Com essa margem de reserva, a pessoa terá condições de manter o mesmo padrão de vida por mais seis meses caso fique desempregada. Ter cobertura das despesas para esse período será importante para que ela consiga ficar tranquila até conseguir um novo emprego, por exemplo. O montante também pode servir para que o trabalhador invista em qualificação. “É possível economizar até 20% dos rendimentos com medidas simples”, aponta Luís Paulo. “Se a pessoa tem o costume de levar as crianças ao shopping no final de semana, o ideal é levar apenas dinheiro ao invés do cartão de crédito porque assim é mais fácil ter controle dos gastos. O simples fato de calibrar os pneus toda semana também gera uma economia com combustível, etc”.


PESQUISA


- O Relatório de Cidadania Financeira divulgado pelo Banco Central aponta que, de cada 100 brasileiros, apenas 46 são capazes de obter recursos extras diante de uma situação de emergência, sendo que 19 destes afirmaram que recorreriam a familiares e amigos para levantar 
esse montante. 


- As pessoas entrevistadas pela pesquisas que apontaram ter condições de levantar recursos extras se julgaram capazes de conseguir pelo menos R$1.520.


(Cintia Magno/Diário do Pará)

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