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Chegada do período de chuvas é motivo de preocupação pára moradores de Belém

segunda-feira, 26/11/2018, 07:59 - Atualizado em 26/11/2018, 08:07 - Autor:


Ao percorrer algumas ruas do bairro do Marco, não é difícil identificar as localidades em que os alagamentos das vias são constantes. Como característica comum, as casas normalmente mantêm muretas de contenção nas portas ou calçadas elevadas na tentativa de barrar a entrada da água. Convivendo há anos com o problema de saneamento básico, resta à população se prevenir da forma que consegue.


A Passagem Hortinha, no perímetro entre as travessas Barão do Triunfo e Mauriti, é uma das que sofre com alagamentos constantes. Moradora de uma das casas da rua, a estudante Alanne Lima, 21 anos, conta que nem é preciso uma chuva forte para que tudo vá para o fundo. “A rua fica toda cheia, entra água na nossa casa e toda vez é uma agonia”, lembra. “Uma chuva fraca às vezes já é suficiente para alagar”.


Como consequência do problema, Alanne conta que já perdeu sofás e camas para os alagamentos. Diante dos prejuízos, a família até adotou como estratégia a instalação de uma bomba no quintal. “A gente coloca para bombear a água que enche e jogar pra rua de volta”, comenta a estudante. “Mesmo assim não resolve porque é muita água”.


Para este ano, Alanne já pensa em uma segunda medida: colocar vários sacos recheados com areia para fazer uma espécie de barreira de contenção. “No momento é o que a gente pode fazer”, conta. “Além disso, só podemos torcer para as chuvas não virem tão fortes esse ano”.


Sempre que avista o céu acinzentado, a costureira Maria José, 63 anos, também já torce para que os prejuízos não sejam grandes em casa. Ela mora na Passagem São Marcos, outra via do bairro do Marco que, como ela mesma descreve, costuma virar ‘rio’ no período de chuvas intensas. “A gente fica pedindo a Deus que não chova”, revela. “Mas ultimamente qualquer chuvinha já alaga tudo aqui”.


Maria José construiu mureta em casa, mas alaga mesmo assim (Foto: Fernando Arapujo/Diário do Pará)


SERVIÇOS


Também na casa de Maria José, uma mureta foi construída na base da porta. Além disso, o portão de entrada recebeu uma chapa de ferro na parte de baixo. “Mesmo assim ainda alaga. A nossa sala enche toda e nós já perdemos geladeira, móveis aqui por causa disso”, conta. “Todo final de ano o prejuízo é grande”.


Pensando no período em que as chuvas ficam mais frequentes na Região Metropolitana de Belém, justamente no mês de dezembro, outros vizinhos já se adiantavam em realizar obras preventivas em casa.


Na Passagem Trindade, o pedreiro Júnior Costa, 32 anos, se ocupava em erguer uma mureta que ‘circulava’ toda a frente de uma residência. “Isso aqui é justamente para tentar evitar que a água entre para a casa”, comentou. “A rua a gente sabe que alaga, mas a tentativa é barrar ela pelo menos na porta”.


Júnior conta que nessa época do ano costuma ser procurado por muitos moradores da área para fazer serviços desse tipo. “Os serviços que a gente recebe nesse período é nesse sentido de prevenir”, explica. “As pessoas tentam fazer de tudo para evitar que a casa alague”.


(Cintia Magno/Diário do Pará)


 

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