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Mais Médicos: distância e acesso ruim provoca desistências no Pará

sábado, 24/11/2018, 12:18 - Atualizado em 24/11/2018, 13:49 - Autor:


Áreas remotas, de difícil acesso e com problemas de infraestrutura, como inexistência de sinal de internet e fornecimento de energia instável, são alguns problemas enfrenados por profissionais no Pará após a saída dos médicos cubanos. As informações são do UOL.



Segundo o vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde e presidente do Conselho de Secretários de Saúde do Pará, Charles Tocantins, é comum profissionais se inscreverem no programa e depois desistirem, ao serem informados sobre a comunidade em que atuará.



Em entrevista ao UOL, o secretário explicou que já teve pelo menos três brasileiros que se apresentaram e, ao saberem que, para chegar à localidade, era preciso viajar de barco por 40 ou 50 km, deixaram a comunidade sem médico.



Acesso a alguns locais do Pará deve ser feito de barco. (Foto: Reprodução/Facebook)


É o caso de Cametá, no nordeste paraense, que tem 136 mil habitantes e fica às margens do rio Tocantins. Segundo o secretário, das 17 equipes do programa Mais Médicos, cinco cubanos se desligaram, justamente aqueles que cobriam áreas mais longínquas do município ribeirinho.



Charles explica que é difícil fixar um médico em certas localidades, principalmente aquelas que não tem conexão de internet, energia assídua e problema no deslocamento, já que não há locomoção noturna de barco, por exemplo.


Segundo o secretário, alguns “profissionais reclamam também que, pelo fato de morarem lá, sempre são chamados para uma emergência, é quase um trabalho 24 horas”.



No entanto, a informação que se tem é de 92% das vagas deixadas pela saída dos médicos cubanos já foram preenchidas por brasileiros até a última sexta-feira (23).


(Com informações do UOL)

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