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Ophir Loyola não tem remédios para tratar câncer

sábado, 24/11/2018, 07:41 - Atualizado em 24/11/2018, 07:45 - Autor:


O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) reuniu com representantes do Hospital Ophir Loyola (HOL) e da Secretaria de Saúde (Sespa), ontem de manhã, para tratar de assuntos referentes a ausência de medicamentos oncológicos para realização de quimioterapia no Hospital.


A reunião, que ocorreu após denúncias sobre a falta de medicamentos essenciais no tratamento do câncer, foi presidida pela 2ª promotora de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais e Direitos Humanos, Suely Catete, que apontou diversas irregularidades no quesito medicamentos, especialmente do Taxol, muito utilizado em pacientes com câncer de mama, ovário, bexiga, fígado, entre outros. “O Estado precisa garantir o atendimento dos pacientes, para que aqueles que necessitam fazer a quimioterapia com o Taxol e outros medicamentos não deixem de fazer o seu tratamento”, enfatizou.


O diretor-geral do HOL, Luiz Cláudio Chaves, disse que falta Taxol no hospital por causa da ausência de matéria-prima para fabricação do medicamento pelo laboratório que tem a licitação de 12 meses para fornecer o medicamento.


Para tentar solucionar o problema, foi lançado um processo licitatório de compra emergencial com dispensa de licitação, que dura em torno de três meses. A direção do Ophir Loyola disse que a compra emergencial seria para obter 1.200 frascos de Taxol, para atender a demanda de pacientes por três meses e pagar os empréstimos feitos anteriormente.


Pelo processo ter um longo período e ser inviável a espera dos pacientes, foi colocado tanto pela direção do hospital como pela representante da Sespa, Ana Paula Alves, que nesse tempo continuem sendo feitos empréstimos de outros estados que possuam o medicamento.


PROCESSO


A partir de agora, o Hospital tem de encaminhar a documentação de todos os remédios que estão em falta. Após análise, a Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais e Direitos Humanos poderá ingressar com Ação Civil Pública contra o Estado e o Ophir Loyola, para garantir o atendimento dos pacientes, no próprio HOL, hospitais públicos ou privados e até mesmo encaminhamentos para fora Pará.


20/12/18


É a data que a direção do Ophir Loyola se comprometeu para regularizar todos os problemas. A ausência de insumos básicos e enxoval no hospital, como lençóis, curativos e materiais de enfermagem, também entrou em pauta na reunião.


(Diário do Pará)

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