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Rádio desobedece interdição dos bombeiros e continua funcionando

quinta-feira, 25/10/2018, 07:39 - Atualizado em 25/10/2018, 07:48 - Autor:


Embora tenha tido sua sede totalmente interditada no dia 19 de outubro pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará, a rádio Mix/Marajoara FM continua funcionando normalmente. De acordo com o laudo emitido pelo CBM, o motivo do fechamento do local, no bairro do Comércio, é o risco de incêndio que oferece a quem este frequenta ou está por perto. O empresário Carlos Santos e seu filho, Silvinho Santos, condenado pela Justiça paraense pelo crime de extorsão, são os donos do veículo. Lá também trabalha o radialista Nonato Pereira, que já foi preso acusado de envolvimento em uma fraude que saqueou os cofres públicos em mais de R$ 6 milhões.


O ato configura crime de desobediência à administração pública e é passível de abertura de processo criminal, e a emissora já foi multada pelo Corpo de Bombeiros em mais de R$ 2,5 mil. A vistoria feita pela corporação que resultou na interdição total da sede, na rua Campos Sales, foi resultado de uma denúncia anônima. “Detectada gravidade nas medidas de segurança contra incêndio e emergência e risco iminente à segurança das pessoas que ali transitam”, diz um trecho de um documento enviado à Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor no último dia 22.


A rádio Mix/Marajoara FM é conhecida por ser fiel defensora da gestão de Simão Jatene (PSDB), governador do Estado prestes a deixar o cargo, e seus radialistas atacam de forma incessante em suas transmissões aqueles que se opõem ao tucano.


PROCESSOS


O apresentador Silvio Carlos Baia Santos, o “Silvinho Santos” foi condenado a 5 anos e 4 meses de prisão em 25/04/2010. No entanto, o mandado de prisão contra ele foi expedido apenas em 2017. De acordo com o processo, a denúncia de extorsão foi feita em 11 de maio de 2004 pelo Ministério Público, denunciando uma situação ocorrida no final de 2003, início de 2004.


Naquele período, Raimundo Nonato de Oliveira (hoje prefeito de Bragança) denunciou que foi alvo de calúnias e difamações no programa “Mexe Pará”. No dia 21 de janeiro de 2004, Raimundo Nonato passou a receber telefonemas de uma pessoa desconhecida, que pedia a quantia de R$ 50.000,00 para que cessassem as difamações e calúnias proferidas no rádio contra ele e sua família. Durante a entrega do dinheiro, Silvinho foi preso. Hoje, ele responde o processo em liberdade. O Corpo de Bombeiros foi procurado pela reportagem do DIÁRIO, mas não deu retorno.


Radialista responde por desvios de recursos e racismo


O radialista Raimundo Nonato da Silva Pereira está sendo processado em duas varas da Justiça Federal em Belém, por improbidade administrativa e crime de fraude e desvio de recursos. Os dois processos aguardam julgamento.


Um deles envolve um vultoso esquema envolvendo um contrato milionário entre a prefeitura de Marituba e a empresa BR7 Editora de Livros Ltda. para a aquisição de material e equipamentos destinados ao ensino do idioma inglês na rede municipal de educação do município com despesas provenientes de recursos do Fundeb.


“Tudo indica ser Nonato Pereira peça essencial para o êxito do recebimento das vantagens indevidas, uma vez que utiliza sua atividade de radialista e o seu programa de rádio para coagir e cobrar prefeituras que firmaram os contratos com a empresa BR7-editora”, reforçou o juiz federal Rubens Rollo D’oliveira, que decretou a prisão.


Além de responder na Justiça por participar esquemas de fraude envolvendo prefeituras do interior, o radialista também responde a um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) investigar ofensas raciais proferidas no seu programa de rádio contra indígenas da etnia Warao que migraram da Venezuela. O programa foi ao ar no dia 2 de agosto na mesma rádio Mix FM.


(Carol Menezes/Diário do Pará)

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