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Feiras de Belém estão abandonadas

sábado, 20/10/2018, 10:06 - Atualizado em 20/10/2018, 10:15 - Autor:


Poucos hábitos são tão comuns entre a população que a de “fazer feira”. Em Belém, o número delas chega a 35, embora na prática algumas estejam abandonadas, sem higiene e estruturas adequadas. Quem frequenta ou trabalha nesses espaços diz que a situação de abandono tem piorado bastante no governo do prefeito Zenaldo Coutinho. A reportagem do DIÁRIO percorreu algumas feiras e constatou o descaso.


No do bairro do Jurunas, os trabalhadores de lá já não sabem mais o que fazer para conseguir mínimas condições de trabalho. “Em cinco anos, só colocaram um asfalto aqui fora, mas até piorou, porque acumula água e alaga mais”, diz a vendedora de verduras Nathalia Costa. Ali, ela divide espaço com lixo, móveis abandonados e animais em busca de comida.


Nos últimos 10 anos, a feira vem sofrendo um avançado processo de degradação. Desde o acúmulo de lixo, passando pela precariedade das barracas e instalações. Não há banheiro, o telhado está cheio de fissuras, o chão é sujo de restos de alimento e fezes de animais. “Semana passada teve uma parte aqui que pegou fogo, isso durante o dia. Foi o maior desespero de pessoas correndo. Por sorte ninguém se machucou”, relembra a feirante Ana Lúcia Maciel. “Os Bombeiros vieram aqui e só não interditaram porque nós pedimos. Sem a feira ninguém trabalha. Ai, para amenizar os riscos, eles colocaram algumas escoras de ferro”, aponta.


(Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)


ENTRONCAMENTO


Se na feira do Jurunas há tanta reclamação, em outros bairros a situação não é diferente. Como na feira da avenida Mundurucus e a feira do Entroncamento. Na primeira, no bairro do Guamá, os feirantes aguardam um projeto de revitalização aprovado, mas que não se vê o início das obras. “No dia 23 de maio deste ano, os trabalhadores daqui foram até a Seurb reunir com a prefeitura. Existe um projeto aprovado para cá onde o canal seria fechado e as barracas ficaram na parte de cima”, afirma Sandro ‘Pescado’, que há 20 anos faz da atividade o seu principal ganha pão. Hoje, feirantes e frequentadores convivem diariamente com a sujeira e a falta de saneamento. 


Já no Entroncamento, no espaço localizado na Rua Pratinha, apesar do movimento ser intenso, as reclamações também se acumulam. “Aqui a única mudança foi da posição das barracas, que passaram da calçada para o meio da rua, por causa da reclamação dos comerciantes”, lembra a vendedora Marilene Castro, vendedora.


Quem frequenta diz que só ainda o faz por carência de espaços de compra decentes. “Já era pra estar bem melhor, mas a gente percebe o contrário. Eles (poder público) nem varrem aqui. Essa feira é tranquila e até mais barata que o Ver-o-Peso, uma pena que ande tão abandonada”, conclui Matusalém Santos, comprador.


RESPOSTA


PREFEITURA


- Em nota, a Prefeitura de Belém informa que atualmente existem 35 feiras e 21 mercados regulares na capital. A PMB informa, ainda, que possui projetos para reforma no complexo do Jurunas, Mercado do Ver-o-Peso, Porto da Palha e Porto do Açaí. No início do ano, a Prefeitura de Belém, através das Secretarias de Urbanismo (Seurb) e Economia (Secon), entregou o Mercado de Santa Luzia, no bairro do Umarizal, todo revitalizado com novos boxes, pisos, paredes e nova cobertura.


(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)

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