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Relações abusivas podem levar a feminicídios. Saiba como se proteger!

sexta-feira, 21/09/2018, 11:43 - Atualizado em 21/09/2018, 12:50 - Autor:


Trabalhador, aparência serena e relacionamento familiar... Muitas sonham em ter alguém assim ao lado? Quando se busca uma relação saudável as pessoas buscam características como essas na hora de escolher seu parceiro, mas muitas vezes por trás deste esteriótipo pode existir uma pessoa doente ou criminosa.



Só o DOL, neste mês de setembro, relatou mais de 5 feminicídios cometidos no Pará, um número assustador que sugere um processo mais amplo e complexo: tudo começa com o relacionamento abusivo e, depois que a pessoa se livra dessa situação, vem o momento em que o parceiro não aceita o término, e tudo pode terminar em morte.


Em setembro, as mortes de Mara da Conceição Castro e Kalícia Drienne dos Santos Almeida chamaram atenção. Os crimes podem ter sido cometidos por questão do gênero. No caso envolvendo Kaliícia, há dezenas de relatos em uma página no Facebook com menções e homenagens à empresaria. A maioria são feitas por mulheres que já tiveram envolvimento com o suspeito do crime e que teriam passado por situações abusivas.


“A Lei Maria da Penha oferece os mecanismos de proteção a mulher, a gente sempre orienta e aconselha que os primeiros indícios de violência. Que ela já procure a delegacia e peça a medida protetiva quando ocorrer a primeira situação de perigo”, explica Janice Aguiar, diretora da Delegacia da Mulher de Belém.


A delegada disse ainda que no órgão é possível que a vítima tenha suporte após solicitar a Medida Protetiva e também para sair de casa, existe um abrigo para quem não possui está rede de apoio, até que ocorra o julgamento do acusado.


A medida protetiva prevê o afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima, estabelece um limite mínimo de distância dele com a vítima, proibição do homem entrar em contato com a mulher, entre outras determinações.


“É um caminho longo a ser percorrido, a medida protetiva serve para que a vítima tenha segurança. Caso o homem quebre alguma das regras a prisão do acusado já é efetuada. Esse é mais um mecanismo de proteção para as mulheres”, acrescentou Janice.



É bem difícil encontrar características criminosas em um parceiro, pincipalmente porque a relação é amorosa e as pessoas se sentem mais vulneráveis nesses casos. “O que a vítima precisa fazer é identificar os primeiros sinais de violência. Aquele companheiro que implica com a roupa que a mulher usa, que controla onde ela vai, que controla o telefone, isso tudo já mostra que tem algo errado. É bom verificar quando é dito ‘eu vou te matar’, porque isso pode ocorrer sim, mesmo que a vítima que acredite que não. Mas, isso tudo é indicio que tem alguma coisa errada, e que a mulher precisa procurar ajudar”, disse a delegada.


DENUNCIE!


A delegacia da mulher de Belém registra por ano cerca de 4 a 5 casos de feminicídio, porém a ocorrência sobre esse tipo de crime pode ser registrada em qualquer delegacia. “É um número alarmante, é um crime que é cometido unicamente por gênero. O homem acha que a mulher pertence a ele, não pode romper a relação. Esse motivo é muito preocupante, porque as mulheres são vistas como objetos pelos homens. Não tem direito a uma vida livre”, diz Jenice Aguiar.


A lesão corporal seguida de ameaça são os crimes de maior incidência no órgão. É importante que a vítima denuncie e procure ajuda dos órgãos competentes. Disque denúncia: 180.


(DOL)

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