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Feminicídio: mortes de mulheres no Pará reacende debate

segunda-feira, 10/09/2018, 10:08 - Atualizado em 10/09/2018, 12:29 - Autor:


A morte de Ivone Siqueira e Wiliana da Silva trouxeram à tona a necessidade de discutir o feminicídio e formas de combatê-lo, não apenas no Pará, mas principalmente em todo o país.


No dia 7 de setembro, Ivone recebeu cinco facadas no pescoço enquanto dormia, em Icoaraci, distrito de Belém. Ela tomava remédios controlados para a depressão e fazia o tratamento no interior do Estado.


Na noite daqueles mesmo dia, a polícia registrava mais um triste caso de feminicídio, dessa vez em Paragominas, sudeste paraense. Wiliana foi assassinada a tiros na frente dos filhos. Vizinhos disseram que ouviram barulhos de tiros logo após os dois chegarem em casa. As motivações do crime permanecem desconhecidas.


As mortes aconteceram dias após o triste caso da jornalista paraense, Simone Aparecida Pereira, de 35 anos, que foi assassinada a facadas pelo ex-marido na tarde da última quarta-feira (5) em Nova Marabá.


Leia também: Marido de servidora da Ufopa é preso por tentativa de feminicídio


DADOS


A forma covarde e brutal com que essas mulheres tiveram suas vidas ceifadas por companheiros e ex-companheiros reflete um dado preocupante e já denunciado pelo DOL: 25 mulheres, vítimas de feminicídio, foram mortas em seis meses. Quando comparado com o mesmo período do ano passado, temos um aumento de 50% dos casos.


O feminicídio nada mais é do que o assassinato de uma mulher em razão de ela ser mulher, em outras palavras, “quando há violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.


Acompanhando o triste crescimento dos casos de feminicídio, temos ainda um dado relevante que “coroa” de forma negativa o estado do Pará: Ananindeua,região metropolitana de Belém, foi considerada a cidade que mais mata mulheres no Brasil, com uma taxa assustadora de 21,9 mortes a cada 100 mil habitantes mulheres; o levantamento foi feito em 2015.


Leia também: Violência doméstica cresce mais de 20% no Pará em apenas um ano


É PRECISO COMBATER


Com os 12 anos da Lei Maria da Penha, a Polícia Civil deflagrou uma operação no final de agosto batizada de “Cronos”, que foi realizada em Belém, na região metropolitana e no interior do Estado. O objetivo foi cumprir mandados de prisão decretados pela Justiça contra pessoas que respondem a processos criminais por violência doméstica contra a mulher e feminicídio; doze pessoas foram presas.


Leia também: Caminhos para denunciar: violência contra a mulher soma 15 mil casos


Para ajudar a diminuir essa estatística é preciso que cada um também faça a sua parte. Afinal de contas, em briga de marido e mulher é preciso, sim, meter a colher. Saiba como denunciar os casos de violência doméstica:


SERVIÇO


Em Belém, o Pro Paz Mulher fica na Mauriti, n° 2394, entre a Rômulo Maiorana e Duque de Caxias, no bairro do Marco, onde também funciona a Deam. A delegacia tem atendimento 24h. Já o Propaz, de segunda a sexta, de 8h às 18h. Fone: (91) 3246-6803


Patrulha Maria da Penha, ligada ao TJ, funciona com revezamento de 20 militares treinados para dar apoio e fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas e segurança às mulheres vítimas de violência doméstica. Ela é acionada pelo TJ, quando há denuncia.


Disque- Denúncia: 180


DEFENSORIA PÚBLICA - Atendimento de segunda a sexta-feira, de 8h às 14h, e o plantão de 14h às 17h . Endereço: Rua Padre Prudêncio, n° 154, esquina com a rua Manoel Barata. Fone núcleo da mulher: 3201-2744


(DOL)

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