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Círio já garante uma boa renda

domingo, 26/08/2018, 08:08 - Atualizado em 26/08/2018, 08:10 - Autor:


Belos detalhes da Basílica Santuário de Nazaré estão ali, reproduzidos em tamanho reduzido dentro de um estúdio de fotografia. Também figura um carro de promessas, o pato da tradicional comida típica, a corda, os brinquedos de miriti. Para o idealizador de um projeto que possibilita a realização de ensaios fotográficos com o tema do Círio de Nazaré, o artista plástico e fotógrafo Davi Souza, 38 anos, todo o clima do segundo domingo de outubro já está presente agora mesmo.

A ideia de promover um cenário completo com os principais elementos do Círio surgiu da proximidade que Davi já mantém com a cultura paraense. Depois de já ter idealizado e desenvolvido um cenário para que crianças pudessem ser fotografadas experimentando o primeiro açaí, a ideia de aproveitar a temática do Círio para enriquecer os ensaios fotográficos não demorou muito para aparecer.

Para que todas as ideias estivessem prontas a tempo da procissão deste ano, Davi conta que começou a confecção do cenário ainda em 2017. Cada detalhe, desde a produção até a reprodução dos itens foi trabalho dele. Somente na Basílica, feita com isopor e massa de biscuit, foram necessários oito dias de modelagem. Tudo já está pronto há 8 meses e, mesmo antes do Círio, ele já realizou três ensaios com o tema. “Até o Círio acredito que ainda deva ter bastante procura. Já estou com alguns agendados”.

Além de toda a conotação religiosa e cultural que a festividade em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré provoca em Belém, para quem tem a possibilidade de aproveitar o tema em seu trabalho, o período é ainda mais representativo. Davi conta que, ao planejar os ensaios, sempre busca temas que acredita que terão uma boa saída e o Círio é, sem dúvida, um deles.

ENSAIOS
“O Círio movimenta todas as áreas da nossa cultura. Como ele tem um alcance nacional, acaba sendo uma boa vitrine”, considera, ao contar que os ensaios realizados com o cenário da festa religiosa já renderam uma boa repercussão nas redes sociais, onde ele divulga o próprio trabalho. “Eu espero que tenha uma boa aceitação, uma boa saída”.

O período do Círio também é vivenciado pela artesã Nazaré Brabo desde agosto. Ela produz artesanato com temas variados ao longo de todo o ano. Porém, quando se aproxima o mês de outubro, a produção acaba ficando quase exclusiva para o Círio, já que a demanda costuma ser grande. “Eu faço toalhas, mandalas, almofadas bordadas, guardanapos de mesa, lembrancinhas”, lista, ao mostrar a grande variedade de produtos que carregam a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. “É um trabalho que eu faço em casa, é uma terapia”.

Ainda em agosto, Nazaré já produziu vários itens ligados ao tema, inclusive três jogos de toalhas para uma única cliente. Até a última sexta-feira (24), ela tinha pelo menos 36 pedidos relacionados ao Círio para atender. “É um período muito bom. Eu já entreguei bastante coisa e continuo recebendo encomendas”, conta. “Como eu sei que no Círio eu tenho muitos pedidos, nesse período eu já evito pegar encomendas de outros temas”.

“Esse ano já está melhor do que no ano passado”

Já a autônoma Maria de Lourdes, 61 anos, mantém exclusividade para o tema do Círio durante o ano todo. Há pelo menos 30 anos ela trabalha com a venda dos mais variados artigos relacionados à festividade e, para 2018, a expectativa é ainda melhor do que a do ano passado. “Esse ano já está melhor do que no ano passado. A expectativa é boa porque o movimento começou cedo”. 

No mostruário levado até a entrada da Basílica de Nazaré, Maria de Lourdes expõe a abundância de produtos que ela mesma produz. Além das tradicionais fitas, ela tem medalhas de Nossa Senhora, miniaturas de berlindas, terços, chaveiros, pulseiras. Para que consiga manter o trabalho com a mesma temática por tanto tempo, ela conta que o segredo é apresentar novidades constantemente aos clientes. “Esse ano temos o chaveiro e o enfeite para a porta”, destaca.

Para que sempre tenha material à disposição, a autônoma já começa a trabalhar nas novas peças assim que se encerra cada Círio. “Quando termina o Círio eu já compro material e começo a fazer as peças devagar e vou guardando”, conta. “Eu trabalho o ano todo com isso”.

 


( Cintia Magno)

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