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Cinomose: saiba quais os sintomas e como proteger seu cachorro desse mal letal

terça-feira, 07/08/2018, 11:37 - Atualizado em 07/08/2018, 11:37 - Autor:


Com poucas campanhas focadas em prevenção ou na importância da vacinação canina, a cada dia a Cinomose ganha mais foça. Esses fatores, combinados à intensidade do vírus CDV (Canine Distemper Vírus), fazem da cinomose uma das doenças caninas com maior taxa de mortalidade, equivalente a 85%.



A médica veterinária Thaís do Amaral explica que a cinomose é uma doença infectocontagiosa causada pelo vírus oportunista CDV e que apesar de ser uma doença mais comum em cães, também pode ser adquirida por outros animais como golfinhos, focas, raposas, lobos, gambás, furões, dentre outros.


“A enfermidade atinge animais que se encontram com o sistema imunológico enfraquecido, o que ocorre com mais frequência em filhotes (3 a 6 meses) e naqueles de idade avançada, ou animais que por algum motivo não foram vacinados”, destaca a veterinária.


A cinomose é caracterizada por fases e atinge diversos sistemas do organismo. Na fase inicial os primeiros sistemas a serem atingidos são o respiratório e o digestivo. Dentre os sintomas estão diarreia, vômitos, espirros e secreção nasal e ocular. 


Em seu estágio mais avançado, a enfermidade atinge o sistema nervoso do animal. Os sintomas se caracterizam por tiques nervosos, espasmos musculares, comportamentos estranhos, como andar em círculos, convulsões e coma.


Segundo a veterinária, uma vez nesse estágio, há poucas chances de reversão e pode deixar sequelas. “Normalmente os tutores confundem a fase inicial da doença com um mal-estar passageiro, o que geralmente acontece, resultando em um diagnóstico tardio, onde as chances de recuperação são reduzidas”, observa Thaís.



Para diagnosticar a doença, na consulta veterinária o profissional deve fazer uma avaliação clínica do animal e solicitar exames como hemograma, bioquímico e PCR.  Em alguns estabelecimentos também é possível fazer um teste rápido para atestar a doença.


Se confirmado o diagnosticado de cinomose, o animal deve ficar separado dos outros, pois a transmissão ocorre devido contato com partículas virais no ambiente, que são eliminadas principalmente por secreção (como espirros, por exemplo) e urina de algum outro animal contaminado.


O tratamento da cinomose é feito à base de antibióticos para evitar outras infecções oportunistas, colírios, antiinflamatórios, vitaminas, corticoides e anticonvulsivos.


“A doença, por mais devastadora, pode ser prevenida. O esquema vacinal deve ser levado a sério e doses V10 e V8, que combatem, respectivamente, 10 e 8 doenças diferentes, entre elas a cinomose, devem ter suas doses reforçadas ao longo da vida do pet”, esclarece a veterinária.




(DOL)

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