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Pará deve ter mais de 600 mil idosos em 30 anos

segunda-feira, 06/08/2018, 07:06 - Atualizado em 06/08/2018, 07:06 - Autor:


A População brasileira tem envelhecido rapidamente nas últimas décadas e a projeção é que isso se agrave ainda mais nos próximos 20 anos. Segundo estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que a partir de 2039 a população idosa do país, com mais de 65 anos, será maior que a de crianças de até 14 anos. No Pará, a projeção é que o mesmo aconteça no ano de 2052, quando haverá 626 mil idosos para 620 mil jovens no Estado.


Os dados preocupam principalmente os profissionais da área da saúde que começam a refletir sobre a necessidade do envelhecimento saudável para garantir a qualidade de vida dessa população. De acordo com a presidente estadual da Associação Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG/PA), Nezilour Lobato Rodrigues, com uma população mais velha temos maior incidência de doenças crônico-degenerativas. “São aquelas que não têm cura, mas possuem tratamento”, explica a especialista, citando hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares como exemplos.


PREVENÇÃO


Segundo Rodrigues o melhor caminho para lidar com esse cenário é investir na prevenção desde a juventude. “O envelhecimento saudável é algo que deve ser buscado desde cedo. Mantendo-se uma alimentação equilibrada, atividade física, abandono do tabagismo, beber com moderação e se mantendo ativo”, elenca. “O maior medo do idoso não é envelhecer, mas se tornar dependente, um peso para a família. Por isso se manter ativo e envolvido é tão importante”, comenta.


Nesse contexto, a psicóloga clínica Myrle Braun ressalta que o apoio familiar é essencial para garantir a saúde dessa população. “Os idosos têm de lidar com muitas perdas. Sejam de amigos e de relacionamentos, sejam as que vêm com as limitações da idade”, conta a especialista. Essas perdas criam um ambiente propício à depressão. “Nesse momento, o suporte familiar é muito importante. Envolvê-lo no dia a dia da família, levá-lo aos lugares e ter paciência para ouvi-lo”, orienta.


(Arthur Medeiros/Diário do Pará)

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