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Paraense curte final de semana nas praias

segunda-feira, 09/07/2018, 07:29 - Atualizado em 09/07/2018, 08:02 - Autor:


O segundo domingo das férias escolares foi de tranquilidade para quem procurou o distrito de Mosqueiro. O destino, que fica a 70 quilômetros da capital, é um dos preferidos dos paraenses, por ter 17km de praia de água doce e uma natureza exuberante.


Enquanto o veranista pôde descansar na extensa faixa de areia, já que a preamar foi registrada no final da tarde de ontem, os comerciantes reclamam que as vendas, em 2018, ainda não deslancharam.


Após a derrota do Brasil para a Bélgica, de 2X1, na última sexta-feira (6), o funcionário público Aldo Viana, 42 anos, foi “desafogar as mágoas” na Bucólica. “Como não tivemos nada para comemorar, viemos para praia curar essa ressaca moral”, brinca.


Ele e a família vão permanecer na Ilha até o dia 15, quando acaba a moleza de Aldo. “Dia 16 volto ao trabalho e, pelo menos pra mim, as férias acabam”, lembra. Já a esposa, a turismóloga Eliene Viana, 38, seguirá o mês no Marajó. “Eu e meu filho vamos visitar a família. O Pará é lindo. Assim como Mosqueiro, têm muitos balneários lindos”, comenta.


Quem procura o distrito, dá uma pausa na dieta e se rende às delícias da Ilha. “Tem coisa melhor que comer uma pratiqueira frita, com camarão e uma cervejinha? Não, né?!”, pergunta a dona de casa Elizandra Tavares, 28.


Ela e as amigas curtiram o domingão na praia do Farol e retornarão na tarde de hoje para casa. “Mosqueiro é tudo de bom: perto de Belém, preços acessíveis, dá para pegar um bronze e ficar de marquinha”, brinca.


As principais praias da Ilha: Farol, Chapéu Virado e Murubira, estavam com um clima bem familiar. Crianças fazendo brincadeiras na areia, banho de rio e até passeio de banana. A estimativa do Corpo de Bombeiros foi de 5 mil pessoas, apenas nas praias. “Esse final de semana foi mais movimentado que o primeiro. A tendência é que no meio do mês a visitação seja maior”, prevê o major Hedem Souza.


COMÉRCIO


O vendedor de água de coco Lourinho Lima, 56, conta com essa frequência maior. “O início deste verão foi um dos piores nas vendas dos últimos anos”, reclama. Há 30 anos sendo vendedor ambulante, ele acredita que a falta de programação e de manutenção do Distrito têm dispersado os turistas. “Mosqueiro era o auge no Pará, tinha trio elétrico, shows, e agora, não vemos nem festas”, recorda.


O dono da barraca Porto do Amor, no Chapéu Virado, Antônio Leão, 56, diz que esperava vender mais refeições no domingo. Porém, até às 14h, nem metade tinha saído. “As pessoas estão com pouco dinheiro e guardam para ficar o mês todo. No próximo melhora, tenho fé em Deus”, acredita.


 


(Foto: Divulgação)


DIAS TRANQUILOS EM SALVATERRA


Em Salvaterra, na Ilha do Marajó, o segundo domingo do mês foi de tranquilidade para os poucos frequentadores que foram à praia de Joanes, a mais popular do município.


Durante a tarde, com a baixa da maré, a grande faixa de areia ficou propícia para atletas de fim de semana disputarem futebol de praia, enquanto os banhistas aproveitaram as águas calmas e mornas do balneário.


A expectativa entre os barraqueiros também é que o fluxo de visitantes aumente a partir do próximo fim de semana.


(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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