Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis


24°
R$

Notícias / Notícias Pará

Notícias Pará

Gás de cozinha sobe de novo e pode ser vendido por até R$ 95

sexta-feira, 08/06/2018, 07:53 - Atualizado em 08/06/2018, 07:57 - Autor:


Mesmo sem nenhum aumento oficial anunciado pelo governo, o gás de cozinha de 13 kg está mais caro na Grande Belém e no restante do Estado. É o que revela o balanço dos preços médios do produto comercializado, produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), com base em informações da Agência Nacional do Petróleo - (ANP). Em Belém, o reajuste foi de 4,52% e no Pará chegou a 1,46% na semana passada.


Segundo o estudo, o aumento do preço é um dos reflexos da crise do abastecimento após a greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias, nas rodovias do País.


No levantamento feito de 27 de maio a 2 de junho, o preço do botijão foi comercializado, em média, em Belém a R$ 66,82. O menor preço do produto foi encontrado a R$ 60 e o maior a R$ 70. Já no Estado, durante esse mesmo intervalo de tempo, o preço do mesmo produto foi comercializado, em média, a R$ 73,09, com o menor preço encontrado a R$ 60 e o maior a R$95.


CAMINHONEIROS


Na semana que antecedeu a greve dos caminhoneiros, o preço médio do botijão estava mais barato e foi vendido, em média, em Belém a R$ 63,93, com variação de R$ 60 a R$ 75. Segundo o Dieese-PA, a alta no preço do botijão na semana passada em Belém foi de 4,52% em relação à anterior.


SACRIFÍCIO


A vendedora de lanches de rua, Odineia Assunção, 43, conta que está mais difícil encaixar o valor do botijão de gás em seu orçamento mensal. “A gente diz para os revendedores que vende tacacá e fica um pouco mais barato. Mesmo assim, é um botijão a cada sete dias devido ao ritmo de uso, então não tem como economizar nesse sentido”, lamenta.


Com um orçamento apertado, o ajudante de cozinha Silvio Guimarães, 26, diz que também faz malabarismos para conseguir pagar todas as contas e ainda comprar gás para abastecer seu ponto comercial. “Eu e minha esposa trabalhamos nisso aqui e não temos uma renda fixa. Às vezes, dá R$ 1.200, outras nem tanto. A gente junta dinheiro para pagar as contas. Paga uma aqui, outra ali, mas tem sempre uma que falta e, quando arruma um dinheiro, faz o pagamento.”


(Wal Sarges)

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS