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Pará vai sediar centro integrado de Segurança da região Norte

quinta-feira, 12/04/2018, 07:46 - Atualizado em 12/04/2018, 07:46 - Autor:


O segundo Centro Integrado de Inteligência e Controle para o Combate ao Crime Organizado do Brasil será sediado no Pará. A decisão pode ser anunciada na manhã desta quinta, 12, pelo presidente da República, Michel Temer. A proposta de instalar o Centro Integrado da Região Norte no Pará partiu da união de esforços entre o ex-ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e a bancada federal paraense. Ontem, eles entregaram um documento ao ministro extraordinário da Segurança, Raul Jungmann, relatando os últimos acontecimentos no Pará que resultaram no assassinato de 34 pessoas nas últimas 48 horas.

LIMITES

Nesta quinta, o presidente Temer receberá a bancada, em audiência no Palácio do Planalto. O encontro vai contar também com a presença do ministro Raul Jungmann e do ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Para Helder Barbalho, a situação do Pará já ultrapassou os limites de tolerância. “A população vive com medo e acuada. A onda de violência sem controle que toma conta do nosso Estado chocou todos os brasileiros. É preciso dar um basta nessa situação”, declarou indignado o ex-ministro, ao se encontrar ontem com o ministro extraordinário da Segurança, Raul Jungmann.

O governador Simão Jatene não procurou ajuda do Ministério Extraordinário da Segurança, mesmo diante do rio de sangue derramado com a morte de 34 pessoas assassinadas nos últimos dois dias. A afirmação foi dada pelo próprio ministro Raul Jungmann, titular da pasta da Segurança, criada para ajudar Estados e municípios a lidar com a onda de violência instalada no país. “Estamos à disposição do Governo do Estado, caso sejamos chamados para apoiá-lo”, afirmou Jungmann.

Na opinião de Helder Barbalho, para restaurar a ordem, é necessário adotar medidas urgentes e contundentes. Por essa razão, Helder esteve ontem à noite no Palácio do Planalto em reunião com o ministro Eliseu Padilha, que marcou o encontro do presidente Temer com a bancada federal do Pará e com o ex-ministro Helder para a manhã desta quinta, onde deverá bater o martelo sobre a sede do Centro Integrado de Inteligência e Controle para o Combate ao Crime Organizado da Região Norte.

Antes disso, Helder ligou para o governador do Amazonas, Amazonino Mendes, informando sobre a demanda que estava levando ao presidente da República. Segundo Helder, Amazonino não criou nenhum óbice para que a sede seja em Belém e se solidarizou com a população paraense que sofre com a onda de violência e assassinatos.



CENTROS INTEGRADOSCOMO FUNCIONAM

O Brasil terá cinco centros regionais de inteligência ligados ao Centro Nacional Integrado de Inteligência, Comando e Controle, cuja sede será em Brasília. As estruturas regionais e a nacional interligadas devem ter o funcionamento iniciado, segundo prevê Jungmann, a partir do segundo semestre deste ano.

O primeiro centro já está sendo instalado na cidade de Fortaleza, capital do Ceará, que também sofreu com ondas de violência no fim do ano passado e no início desse ano. O governador cearense, Camilo Santana (PT), está cedendo um imóvel para sediar o centro do Nordeste

O Centro de Inteligência no Norte vai reunir representantes de todas as polícias dos estados da região, juntamente com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública).

A força policial estará integrada, reunida no centro de comando e controle voltado para inteligência, para chegar ao comando do crime organizado, aos seus arsenais e seus recursos. A União vai destinar recursos para aparelhar essa força de segurança da região Norte. O Governo do Estado do Pará deve ser chamado a colaborar com a disponibilização de um imóvel para abrigar o centro integrado, segundo prevê o projeto.

DEPUTADOS FEDERAIS PEDEM AINDA INTERVENÇÃO NO PARÁ

A alta taxa de homicídios e a violência no Pará levou os deputados federais Elcione Barbalho e delegado Éder Mauro a apresentar um pedido de intervenção federal na segurança pública do Pará. O documento foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que, agora, encaminhará o requerimento para aprovação do presidente da República, Michel Temer.

Na análise de Elcione Barbalho, somente a intervenção federal será capaz de conter a desordem e resgatar a autonomia da Segurança Pública paraense. “Não podemos mais testemunhar a morte de tantas pessoas, em uma violência que mata mais que em países de guerra do Oriente Médio e em países com grande instabilidade econômica e política, como a Venezuela”, explicou Elcione. “Estamos reféns do crime, em uma terra sem lei. Diante da incapacidade de gestão do atual governo estadual, nós precisamos e exigimos a intervenção federal para combater essa gravíssima crise de segurança pública”, explicou Elcione.


O ministro Jungmann já ofereceu a Força Nacional para auxiliar na questão da segurança no Pará. A oferta ainda não teve resposta do Governo do Estado.

“Não podemos mais assistir essa matança sem-fim. A população está abandonada. Precisamos e merecemos uma gestão inteligente e eficaz”, conclui.

(Luiza Mello/Diário do Pará)

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