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Estudantes denunciam que não podem mais alimentar animais dentro de universidade

segunda-feira, 26/03/2018, 20:11 - Atualizado em 26/03/2018, 21:14 - Autor:


Vários estudantes da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) procuraram o DOL no início da manhã desta segunda-feira (26) acusando a universidade de ter orientado aos seus funcionários que proíbam terceiros de alimentar os animais abandonados no campus da instituição, em Belém.


De acordo com uma aluna, que pediu para não ter a identidade revelada, a decisão teria partido de um documento oficial emitido e divulgado para todos que frequentam o espaço, principalmente os alunos que já estão acostumados a alimentar os animais abandonados.


”Os servidores que trabalham na área da limpeza disseram que foram orientados a retirar todas as vasilhas de ração e água que deixamos aqui para os animais”, explicou a estudante, que a princípio afirmou que a referida denúncia estava respaldada por um memorando emitido pela instituição.



(Foto: Divulgação)


ESCLARECIMENTO


Por outro lado, a Ufra negou que tenha emitido qualquer tipo de documento, mas informou que a única coisa que tem sido divulgada é uma campanha de combate ao abandono e incentivo à adoção de animais na universidade.


Segundo a nota, o abandono de cães e gatos tem crescido muito nos últimos anos o que termina em animais sem cuidados, sem um lar e sem carinho. E ressalta ainda que somente alimentá-los não adianta, uma vez que os animais precisam de todo o amparo previamente citado.


”Apenas alimentar os animais não resolve o problema, pois mantém uma situação de sobrevida dos mesmos, que não precisam apenas de comida, mas de lar, abrigo, cuidados veterinários, vacinas, vermífugos, etc. A adoção voluntária e responsável e a castração são medidas dignas para combater o abandono de animais no campus da universidade”, conclui o esclarecimento da Ufra.



(Foto: Divulgação)


ORDEM VERBAL


O DOL retornou o contato com uma das denunciantes e ela se manteve firme quanto a denúncia, “Realmente eu verifiquei mais cedo e não tem um documento oficial proibindo a gente de alimentar os animais, mas existe sim uma ordem verbal emitida aos servidores do campus. Até para o neguinho, um cachorro conhecido aqui da área e que já cuidamos tem um bom tempo, fomos proibidos de alimentar”.


Ela continua, “eles querem incentivar a campanha de adoção só colando cartazes, mas de nada adianta se não há uma política intensa aqui dentro proibindo que qualquer um entre aqui e abandone um animal. Só nos impedir de alimentar não vai mudar a situação em que estamos”, desabafou.


(DOL)

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