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Pai de empresário envenenado por traficante diz que justiça foi feita

Quarta-Feira, 20/09/2017, 15:35:40 - Atualizado em 20/09/2017, 16:34:10 Ver comentário(s) A- A+

João Rodrigues, pai de João de Deus Pinto Rodrigues, que morreu em 2015, fez uma publicação no Facebook nesta quarta-feira (20), falando sobre a prisão de Jefferson Michel Miranda Sampaio, acusado pelo Ministério Público do Pará (MPPA) de homicídio qualificado

João Rodrigues disse que o sentimento não é de alegria, porém a justiça está sendo feita. “Com relação à prisão de Jefferson Michel Miranda Sampaio, pelo assassinato de meu filho, João de Deus pinto Rodrigues, largamente noticiada pela imprensa, gostaria de enfatizar que o meu sentimento não é de alegria. A prisão e punição dos responsáveis pela morte do meu amado filho não o trará de volta, tampouco colocará fim à saudade, que sei ser eterna. Contudo, a justiça se faz necessária, até para que outras famílias não venham a amargar a perda de um filho”.

João de Deus e o pai João Rodrigues. (Foto: reprodução/Facebook)

Ele diz ainda que sempre confiou na justiça. “Sempre confiei na justiça de Deus e também na dos homens, que começa a ser feita. Não poderia deixar de agradecer aos órgãos da persecução penal, notadamente ao ministério público e ao meritíssimo juízo pelo empenho na busca da verdade. Agradeço também o carinho, apoio e solidariedade de todos aqueles que sempre estiveram conosco nessa longa caminhada. Em memória de meu filho, prossigo na luta e na confiança que este crime não reste impune!”. A nota é assinada por João e Regina Rodrigues, filhos e netos. 

Jeferson Michel Miranda Sampaio se entregou à Polícia na terça-feira (19), após o Ministério Público decretar a prisão preventiva por homicídio qualificado. O caso vinha sendo considerado como uma "overdose acidental", mas a 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e chegou à conclusão de que foi uma “overdose encomendada”, solicitando a prisão preventiva do acusado. Ele já tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas.

(DOL)





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