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Professores estaduais anunciam greve

sexta-feira, 01/09/2017, 12:22 - Atualizado em 01/09/2017, 16:57 - Autor:


No início da tarde desta sexta-feira (1°), professores decidiram, em assembleia realizada na Escola Estadual Cordeiro de Farias, iniciar greve da categoria a partir do dia 14 de setembro.


Mauro Borges, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), informou que a data foi escolhida por marcar também o Dia Nacional de Lutas. A principal reivindicação é a falta de pagamento do piso salarial acordado em 2016 (R$ 2.198). Atualmente, o Governo paga o piso de R$ 1.927,00.


Mauro ainda afirmou que a postura do Governo seria política, como forma de retaliação aos servidores.  “No nosso entendimento, o Governo está cometendo um ato ilícito ao se recusar a pagar o que é nosso direito por lei”, afirma. Além de exigir o pagamento do piso salarial nacional, os professores também protestaram ontem contra a violência nas escolas e contra as péssimas condições estruturais das instituições. 


RESPOSTA SEAD


Em nota, a SEAD informou que no último dia 29 uma equipe do governo do Estado e da Procuradoria Geral do Estado (PGE) recebeu representantes do Sintepp, na sede da Secretaria, para tratar sobre o pagamento do piso nacional do magistério.


Segundo a Sead, na ocasião, Henrique Reis, representante da PGE informou que o Estado impetrou novo recurso e reforçou que no entendimento do Estado a remuneração para professores da rede pública de ensino está acima do piso nacional.


Junto a nota, a Sead enviou o link de uma matéria, publicada no portal da Secretaria, afirmando que o salário inicial de um professor da rede estadual de ensino no Pará é de R$ 3.662,80, sem vantagens pessoais e auxílio-alimentação.


"A remuneração média de um professor com 200 horas é de R$ 4.694,12, valor bem acima do piso atual do magistério, fixado este ano em R$ 2.298,80, após o reajuste de 7,64%", diz a matéria da Sead com números bem diferentes do que os professores dizem.


Entretanto, no texto, a Sead não explica que se o piso nacional de R$ 2.198 fosse pago a categoria, o salário médio da mesma seria de R$ 6.000.


(DOL)

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