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Falta de senhas no Cras irrita a população

sexta-feira, 28/07/2017, 07:31 - Atualizado em 28/07/2017, 07:32 - Autor:


Orlando Ferreira tem 72 anos e sua única fonte de renda é a aposentadoria. Mas, para continuar tendo acesso ao benefício, ele precisa renovar a cada 2 anos o Cadastro Único, recurso do Governo Federal que dá base aos benefícios sociais. Por isso, ele teve de levantar de madrugada ontem (27) e chegar às 4h30 ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do bairro da Cremação, para conseguir uma senha para o atendimento. Às 9h30, no entanto, ainda aguardava ser chamado.


A demora no atendimento do Cras da Cremação é uma reclamação recorrente dos cidadãos que precisam do serviço. Pessoas relatam que precisam chegar antes de o sol raiar para terem a esperança de ser chamadas, porque na unidade é tudo muito limitado. “Preciso me arriscar para chegar aqui e ainda esperar sem nenhum conforto por tanto tempo”, diz Orlando, que tinha obtido a senha de número 6, mas já estava esperando por 5 horas.


FUNCIONÁRIOS


Se na teoria já é ruim - atendimento das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira -, na prática é ainda pior. Ontem, a primeira pessoa foi chamada por volta das 9h e, segundo os usuários dos serviços, às vezes termina bem antes do horário, às 12h30. Nessa situação, todos sofrem. Cidadãos esperam horas para serem recebidos e há apenas duas funcionárias para suportar uma imensa demanda todos os dias.


ESTRESSSE


Susana Pinheiro, de 33 anos, está desempregada e depende do programa Bolsa Família para garantir que o básico esteja na mesa todos os dias. Porém, ela já foi ao Cras 4 dias seguidos, sem êxito. Ontem, ela chegou às 6h e as senhas já tinham acabado. “O pior é que eu só vim consertar um erro que fizeram na hora de cadastrar meu nome. É algo simples.”, queixa-se.


Para quem precisa dos erviços, a má gestão da Prefeitura de Belém transforma o Cras em um estresse diário. Os usuários que esperavam na manhã dessa quinta-feira ressaltaram que as funcionárias atendem como melhor podem, mas houve uma redução pela metade no quadro de funcionários neste ano, o que complicou muito a situação.


(Alice Martins Morais/Diário do Pará)

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