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Que cuidados ter na relação do pet com o bebê?

quarta-feira, 10/05/2017, 07:22 - Atualizado em 10/05/2017, 09:42 - Autor:


Quem não é muito chegado em animais de estimação pode até discordar, mas quem ama seu pet sabe muito bem que aquele peludinho de quatro patas é parte da família - e geralmente um dos membros mais mimados do núcleo familiar. Mas vez ou outra surgem concorrentes à altura para nossos amigos pets no quesito fofura, que mudam todo o jogo: os bebês. Nesse caso, como fica o animal? Não se engane que a chegada de uma criança não afeta o animal. Seu bichinho pode se estressar, mudar o comportamento e até ter crises de ciúmes.

"A notícia da gravidez é uma felicidade, mas para muitas pessoas ela vem com uma preocupação a mais, sobre como lidar com o animal. Ele vai se relacionar bem com o bebê? Pode causar algum problema? Qual o risco, para os dois?", afirma a veterinária Carla Justina. "Tem gente que cogita até doar o animal para outra família. Alguns, infelizmente, chegam a fazer isso antes de se informar sobre o assunto e tentar uma experiência".

Para quem está passando por essa situação e já está preocupado com o que pode ocorrer, um alívio. Crianças e animais podem se dar muito bem. A relação entre bebê e animal pode, inclusive, ser benéfica para envolvidos, tanto na sociabilidade quanto na saúde. Entretanto, como qualquer coisa envolvendo animais e humanos, esse novo relacionamento requer limimtes e supervisão.



Bebês e pets pode ter uma boa relação, mas ela requer cuidados e atenção. (Foto: reprodução/OpenPhoto)


PREPARATIVOS

O casal recebeu a notícia de que uma nova vida surge no ventre da futura mamãe. Como essa informação deve afetar o relacionamento com o pet? "Independente de gravidez ou não, é importante que o animal visite um veterinário regularmente, esteja com a saúde em dia. Nesses casos, é ainda mais importante", continua Carla. "Animais podem transmitir doenças para humanos, como dermatites e doenças de carrapato. No caso dos gatos, há ainda o risco de toxoplasmose, doença grave que, infectando a mãe, pode atingir o feto, causando desde má-formação até um aborto espontâneo".

Causada por um parasita, a toxoplasmose é uma doença transmitida pelas fezes de animais infectados - no caso, o gato. Felinos que costumam sair de casa para andar pela rua têm maior chance de contrair a doença. A recomendação é que gestantes evitem contato com a caixa de areia dos gatos, mesmo para a higienização, e lavem as mãos após tocar no animal, principalente antes de uma refeição.


Além da saúde, é preciso ter uma atenção ao comportamento do animal. "Gatos e cães são territorialistas, ligados a seus donos. A chegada de uma criança altera muito o ambiente deles, que deixa de ser familiar para ter um novo elemento estranho. É preciso adaptar o animal para essa mudança", afirma Carla.



Se o animal não vai poder entrar no quarto do bebê, é bom deixar isso claro desde antes da chegada da criança. Nos meses antes do parto, começe a impedir o acesso do animal ao cômodo, nunca de forma agressiva, para que o animal entenda que é um espaço proibido. "Eles vão ficar curiosos, vão querer ver o bebê. É preciso entender que não podem", completa Carla.

CONVÍVIO

Com o bebê já em casa, é hora de apresentar seu filho ao seu companheiro animal. "O ideal é fazer essa aproximação aos poucos. Primeiro uns briquedos da criança, uma roupinha, para que ele se acostume com o cheiro. Depois, o encontro de fato. Claro, sempre com um adulto por perto, verificando tudo.", afirma a veterinária.

Por mais que o animal entenda que o bebê é parte da família, assim como ele, a criança ainda será um elemento novo, o qual ele precisará aprender a lidar. Assimm, a veterinária dá a dica de nunca tomar atitudes mais enérgicas com o animal enquato estiver com o bebê, para que ele não associe e presença da criança com algo ruim.



Animais e crianças podem  se adorar, mas relacionamento deles requer atenção para evitar doenças e acidentes. (Foto: reprodução/OpenPhoto)


Também é preciso ter cuidado quando os dois estiverem juntos. Crianças podem involuntarimente causar dano ao animal, como puxando o rabo, orelha ou batendo no focinho, o que pode desencadear em um ataque de reação. No mais, a relação entre criança e pet pode ser incentivada, inclusive o contato físico. Um estudo do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP) publicado na revista Scientific American aponta que crianças que convívem desde cedo com animais desenvolvem um melhor sistema imunológico e são menos predispostas a ter alergias.

E, é claro, é preciso lembrar que o bebê requer cuidados especiais, mas que você não pode deixar seu animal de lado."Gatos e principalmente cachorros são muito ligados aos tutores, e podem sentir muito a falta de atenção que ocorrem nesses casos. Não é comum que fiquem mais agressivos, mas podem sentir ciúmes, que pode resultar em tédio, falta de apetite e vontade de brincar, depressão ou alterações de humor e temperamento", conclui Carla. "O animal tem uma relação de amor, que pode ser tr.filho. O bom convívio é possível e indicado. Assim o bebê já vai crescer ao lado de uma amizade para a vida".



CAMPANHA PROJETO SOS PETS


O DIÁRIO e o DIÁRIO ONLINE (DOL) publicarão uma série de 12 matérias relacionadas aos animais de estimação, sempre aos domingos e quinta-feiras (DIÁRIO) e segunda e quartas (DOL), sobre alimentação, saúde, comportamento, entre outros temas relacionados ao mundo animal. O projeto tem o patrocínio da Helfine e do Help Fast Delivery.



(DOL)

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