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Caso Novelino completa 10 anos

domingo, 30/04/2017, 10:54 - Atualizado em 30/04/2017, 10:54 - Autor:


A tarde do dia 25 de abril de 2007 foi marcada por um dos crimes mais brutais de que se tem notícia na sociedade paraense. Por volta das 17h, dois irmãos empresários foram atraídos para o escritório da empresa Service Brasil, no bairro de Batista Campos, em Belém. Ubiraci e Urakitan Novelino iam receber uma dívida contraída pelo também empresário João Batista Ferreira Bastos, conhecido como “Chico Ferreira”. O que eles não sabiam é que estavam caindo em uma armadilha, que custaria a vida dos dois. 


Quando os irmãos não voltaram para casa naquela noite, o pai deles, Ubiratan Lessa Novelino, acionou a polícia e foi até a sede da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe). No prédio, o pai das vítimas encontrou Chico Ferreira, que, ao ser questionado pela imprensa, dizia estar na Dioe com a missão de colaborar com as investigações. Foi instaurado um inquérito policial, conduzido pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). 


O crime começou a ser elucidado na tarde do dia seguinte, 26 de abril, quando um investigador da Delegacia de Benfica recebeu várias ligações, informando que um carro estava sendo desmontado no sítio Gueri-Gueri, pertencente ao radialista Luiz Araújo. Ao chegar ao local, o policial constatou que era um carro Corolla preto com características, que depois vieram a ser confirmadas, do carro em que os irmãos Novelino saíram na noite anterior para se encontrar com Ferreira.



Foto: reprodução


CONTRATO


Preso, Luiz Araújo acabou incriminando o empresário Chico Ferreira, que também foi detido quando estava internado em uma clínica no bairro do Umarizal. Paralelamente a essa ação, a polícia prendeu também o mecânico Messias de Jesus Nunes e o barqueiro João Carlos Figueiredo, peças-chave para a elucidação do crime. Assim, a Polícia Civil conseguiu identificar os executores como sendo o ex-policial civil Sebastião Cardias Alves, que se entregou no Fórum Criminal ao juiz Paulo Jussara, e o ex-fuzileiro naval José Augusto Marroquim de Sousa, detido em Fortaleza 5 dias depois. 


Segundo o volumoso inquérito policial de mais de 5 mil páginas, Chico Ferreira tinha uma dívida com os irmãos Novelino. Com a intermediação de Luiz Araújo, ele contratou os matadores, que se esconderam dentro da empresa Service Brasil e, simulando um assalto, assassinaram os irmãos. 


Os corpos foram colocados em dois camburões comprados por Luiz Araújo e transportados até um porto na Estrada Nova. De barco, foram levados para o meio da baía do Guajará e jogados no rio. Dez dias depois, em intensas buscas com mergulhadores e redes de arrasto, um pescador encontrou o primeiro corpo, a 17 metros de profundidade, que foi resgatado por homens do Corpo de Bombeiros. 


No dia seguinte, o segundo corpo foi achado próximo dali. Terminava o calvário da família e começava a batalha judicial contra os acusados. Indiciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e outros agravantes, os 6 homens foram a júri popular 6 meses depois.


COMO ESTÃO OS ACUSADOS?


ABSOLVIÇÕES E CONDENAÇÕES


A pedido do Ministério Público, Messias de Jesus Nunes e João Carlos Figueiredo foram absolvidos. 


Chico Ferreira, Luiz Araújo, Sebastião Cardias e José Marroquim foram condenados a 80 anos de prisão em júri popular, em 2008, pelo crime de homicídio triplamente qualificado.


Luiz Araújo foi transferido para uma penitenciária de segurança máxima em Mato Grosso, onde acabou morrendo. Chico Ferreira cumpre pena até hoje na Penitenciária de Americano. Sebastião Cardias Alves está recolhido no Centro de Detenção Anastácio das Neves, também em Americano, e José Augusto Marroquim cumpre pena no mesmo complexo prisional


(J. R Avelar/Diário do Pará)

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