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Servidores públicos podem fazer greve geral no PA

quarta-feira, 19/04/2017, 09:10 - Atualizado em 19/04/2017, 09:10 - Autor:


Depois de quase três horas de reunião, o Governo do Pará sinalizou que não concederá reajuste para repor as perdas salariais dos servidores públicos estaduais, principal item da pauta da categoria. Pelo menos 20 entidades ligadas às áreas de saúde, educação, segurança, transporte, entre outras, estiveram representadas na reunião de ontem à tarde, na sede da Secretaria de Estado de Administração (Sead), em Belém.

Com uma assembleia unificada marcada para esta manhã, os servidores não descartam a possibilidade de uma greve geral do serviço público no Pará. “Infelizmente, o Estado faz um discurso bonito, alegando que não tem recursos financeiros. Mas, considerando que não tem tido concurso, então não aumentou o número de servidores na folha”, conclui Miriam Andrade, coordenadora geral de política sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (SindSaúde).

Ela ainda acrescentou que, para a categoria, não houve negociação. “É uma mesa para dizer qual a posição do governo em relação aos servidores públicos”. 

DOIS DIAS PARADOS

Os servidores públicos estaduais de mais de 20 entidades iniciaram ontem uma paralisação geral unificada, com duração de 48 horas, para pressionar o Governo a atender não só reivindicações salariais, como também as pautas específicas de cada categoria. Para Mateus Ferreira, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), o sentimentos do funcionalismo público do Estado como um todo é de indignação. “A proposta não traz nenhum reajuste. Será mais um ano acumulando congelamento salarial. A assembleia, provavelmente, apontará para a construção de uma greve geral”, avisa.

Segundo Mateus, o posicionamento da Sead contraria o que o Governo costuma apresentar sobre o crescimento econômico do Estado com relação a geração de emprego e renda. “Diminuindo este número grande de servidores comissionados, daria para garantir que o servidor tivesse, no mínimo, o índice da inflação garantido”.

Os demais itens da pauta da área de educação serão discutidos com o Governo em uma reunião marcada para amanhã, às 15h, na Sead. “Temos o primeiro dia de greve nacional no dia 28 e vamos avaliar se os trabalhadores do Pará vão permanecer em greve por tempo indeterminado.”

POSICIONAMENTO

A única contraproposta apresentada pela titular da Sead, Alice Viana, foi o reajuste do auxílio alimentação, ao afirmar se tratar do gasto que mais pesa no bolso dos servidores. Alegando crise e falta de recursos para garantir o reajuste da categoria, a secretária informou que a opção do Estado é de assegurar o pagamento dos 150 mil servidores públicos ativos e inativos em dia e dentro do mês vigente. Segundo ela, será concedido aumento no auxílio alimentação dos servidores que recebem na faixa de R$ 425, passando para R$ 525. E, para quem recebe R$ 650, a elevação será para R$ 700. “No Pará, a despesa com pessoal é de R$ 720 milhões por mês para 150 mil servidores”, pontua.
A assembleia unificada será hoje, às 9h, na Praça da República.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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