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Servidores da Fasepa protestam por mais segurança

quarta-feira, 27/07/2016, 13:04 - Atualizado em 27/07/2016, 18:21 - Autor:


Um grupo formado por cerca de 40 funcionários da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) protestaram nesta quarta-feira (27) em frente ao prédio do Centro de Internação Jovem Adulto Masculino (Cijam), localizado em Ananindeua.


Os servidores denunciam a superlotação na unidade, que segundo eles, deveria abrigar apenas 40 jovens, mas, atualmente, abriga mais de 60 custodiados entre 18 e 21 anos.


TENTATIVA DE FUGA


Os funcionários reivindicam ainda, maior segurança no local de trabalho, principalmente após a tentativa de fuga de três jovens internos na última terça-feira (26), que resultou em dois servidores feridos.


Por nota, a fundação afirmou que na manhã de hoje o presidente Simão Pedro Bastos e demais diretores e coordenadores técnicos, "participaram de reunião com representantes dos servidores do Cijam". "Os servidores do plantão paralizaram de forma parcial e retomaram a partir da tarde. A gestão informa que a segurança nas unidades é, segundo preconiza Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), realizada de forma preventiva por meio dos monitores, e em revistas e situações mais graves, com o apoio da Companhia Independente de Polícia Assistencial (Ciepas)". 


O grupo de servidores também reivindicou o Plano de Segurança nas unidades, e, de acordo com a nota, "foi esclarecido que as ações já tiveram inicio, e que no próximo mês de setembro inicia os encontros em conjunto com as unidades".


Sobre a tentativa de fuga frustrada de três jovens nesta terça (26), a Fasepa confirmou que dois monitores foram lesionados e encaminhados para atendimento médico. "Um dos servidores precisou ser internado em um hospital particular de Belém, passou por cirurgia no abdômen e passa bem", diz a nota. "Os jovens envolvidos na situação foram apresentados para o sistema de segurança e serão responsabilizados por mais esse ato infracional. Ainda há informações se devem voltar para o atendimento socioeducativo, ou se serão encaminhados para o sistema prisional comum", completa a nota do órgão.


(DOL)

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