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Déficit de vagas em creches chega a 74%, em Belém

terça-feira, 05/01/2016, 07:14 - Atualizado em 05/01/2016, 07:22 - Autor:


Após passarem a noite e a madrugada em frente à Unidade de Educação Infantil (UEI) da Cremação, os pais que buscavam vagas para os filhos, enfim, foram atendidos na manhã de ontem. No entanto, pela limitação de vagas ofertadas, nem todos conseguiram matricular seus filhos, uma situação que viola o direito à educação, sobretudo aos pais que necessitam trabalhar, mas não têm onde e com quem deixar a prole.


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Ao todo, foram ofertadas 67 vagas distribuídas entre o berçário; maternal I e II, e Jardim I e II, das 230 atendidas pela UEI. O drama dos pais, em busca de atendimento, foi mostrado na edição de ontem do DIÁRIO. “Eu cheguei aqui 2h da tarde de domingo e, depois meu marido chegou 8h da noite e ficou aqui até hoje (ontem) de manhã”, disse Léia Barbosa, 34 anos, que buscava vaga para filha no Jardim II. Durante o atendimento, houve muitas reclamações por conta do pouco número de vagas ofertadas. 


“Todos os que estavam na fila precisam ter os filhos pequenos matriculados na creche para poder trabalhar. Eu, por exemplo, cheguei 9h da manhã de domingo. Pode ter certeza que ninguém aqui gostaria de passar por essa humilhação”, declarou a doméstica Edna Paiva.


A dona de casa Sabrina de Oliveira, 22 anos, também reclama da situação, já que está desempregada e não tem com quem deixar a filha de 3 anos para procurar emprego. “Meu marido e eu estamos aqui desde 8h da noite do domingo”, disse. “Mas só conseguimos pegar uma senha para entrarmos na lista de espera, já que só tinham duas vagas no Maternal II. Isso é uma humilhação, é um total descaso do prefeito Zenaldo para com o povo”, desabafou Sabrina.

LISTA DE ESPERA


Apesar das reclamações dos pais, a solução arranjada pela coordenação da UEI da Cremação foi colocar os candidatos a vaga na instituição numa lista de espera, uma vez que o número de pessoas ultrapassou as 67 vagas ofertadas. “Estamos cientes de que os pais anseiam muito por uma vaga para seus filhos. Mas, infelizmente, abriram apenas 67 e apareceram bem mais pessoas do que isso. Vamos colocar o nome delas numa lista de espera e enviar para a Secretaria Municipal de Educação (Semec), que vai realocá-los em outras unidades”, disse Ana Vallinoto, coordenadora pedagógica.


(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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