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Creches: um dia na fila para tentar vagas

segunda-feira, 04/01/2016, 08:43 - Atualizado em 04/01/2016, 08:56 - Autor:


As filas se formaram em frente a duas creches municipais no bairro da Cremação, por volta das 9h de ontem. Eram mães com crianças no colo e até avós que tentam obter vagas para as crianças. A matrícula será realizada hoje, por ordem de chegada, a partir de 8h. O medo, porém, é que, por causa da pequena quantidade de vagas para um grande número de interessados, as crianças não sejam matriculadas. 

Na Unidade de Educação Infantil da Cremação, o Maternal II tem apenas duas vagas disponíveis. A dona de casa Luciane Ferreira era a 1ª da fila. Ela chegou ontem às 9h para tentar matricular 2 filhos no Maternal II. “Eu estou aqui revezando com a minha mãe, que já é idosa. Ela vem para que eu possa tomar banho e comer”, relatou Luciane.Terceira pessoa na fila, a dona de casa Mayara Lima também precisa matricular o filho no Maternal II. Mesmo que Luciane já estivesse ocupando as duas vagas, ela disse que não ia desistir. “Vou preencher um cadastro de reserva, mas nem é garantido que eu consiga a vaga para ele, mas vou continuar aqui até amanhã (hoje)”, falou Mayara, que chegou na fila às 10h de ontem.

AMAMENTAÇÃO

À noite, com iluminação pública fraca na área da creche, o cansaço era grande. Algumas pessoas levaram apenas o essencial, como água, café e cobertor para passar a madrugada na fila. Joyce Silva, de 17 anos precisou da ajuda de uma vizinha, que levou o seu filho de 10 meses até a fila para amamentar no seu peito. Joyce contou que cuida da avó e do filho e quer retornar aos estudos, mas para isso, precisa colocar a criança no berçário, que tem 32 vagas disponíveis. 

Já na creche da Unidade de Educação Infantil Encantos do Saber, na rua dos Caripunas, também na Cremação, a fila estava menor durante a noite. Cerca de 15 pessoas aguardavam sentados na calçada. Com 53 anos, Dulce Trindade precisa matricular os netos de 2 e 3 anos no Maternal I (que tem 14 vagas) e Maternal II (que oferta apenas 3 vagas). “É complicado para a gente ficar aqui na madrugada, sem poder dormir ou se alimentar direito”.

O encanador hidráulico João Rubens Aguiar era o 5 º na fila da creche e também estava indignado com a pouca oferta de vagas. “Não era para ser assim. O prefeito (Zenaldo Coutinho) tem de aumentar mais o número de vagas para todo mundo aqui do bairro”.

(Diário do Pará)

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