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Professores trabalham na companhia do medo

sábado, 20/06/2015, 08:23 - Atualizado em 20/06/2015, 08:23 - Autor:


Além das condições de trabalho precárias, professores da rede pública de ensino ainda precisam conviver diariamente com o medo provocado pela insegurança, tanto dentro das escolas, quanto no entorno dos locais de trabalho.


Vítima mais recente da violência que já atinge o ambiente escolar, a professora Claudete do Socorro Rodrigues Alves de Lima, 52 anos, foi assassinada a tiros no final da tarde da última quinta-feira, quando saía do trabalho na Escola em Regime de Convênio Professora Maria Luiza, no bairro do Guamá.


Coordenador Estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Mauro Borges reforça que a falta de segurança já é enfrentada pelos trabalhadores da educação há bastante tempo no Estado.


“A gente já vem dialogando sobre a violência não só na Região Metropolitana de Belém (RMB), como em todo o Estado, há muito tempo. O que a gente percebe é que pouco se fez e pouco se faz”, afirma.


“A insegurança é muito grande. Hoje, o tráfico de drogas está instalado dentro das escolas. Os professores conviverm com a violência no ambiente de trabalho”.


Reforçando que os casos de violência não se restringem ao entorno das escolas públicas, mas que também já atingem as próprias salas de aula, Mauro afirma que em, alguns episódios, os professores já têm dificuldade de ir trabalhar com medo dos assaltos constantes. Sem que nenhuma medida que possa realmente solucionar o problema seja identificada pela categoria, o medo é companhia constante na entrada e na saída do local de trabalho.


“Na Escola Municipal Parque Amazônia, os professores já não querem mais ir trabalhar por causa dos constantes assaltos.”, aponta.


“Em outras, temos casos de agressões verbais dentro da própria sala de aula. Falta segurança para os professores trabalharem”, destaca.


Diante da brutalidade com que a professora Claudete do Socorro foi assassinada na porta da escola, o coordenador estadual do Sintepp acredita que o caso é mais um reflexo do cenário de caos enfrentado hoje no Pará.


“Essa situação é o retrato do abandono da educação. Isso mostra a ausência de políticas de Estado para combater essa violência”, acredita.


“A realidade é que estamos passando por uma crise profunda em que, diante do Estado falido, quem está ditando as regras é o tráfico de drogas”.


Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que lamenta a morte da professora e de seu primo e que “prestou assistência à família durante o funeral”.


A nota declara, ainda, que “o crime está sendo tratado na Seccional do Guamá” e que “a Polícia Militar já está fazendo as buscas e a Polícia Civil iniciou as investigações para identificar os responsáveis e as motivações do crime”.


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(Diário do Pará)


 


 

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