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Rodoviários decidem terminar greve

sexta-feira, 08/05/2015, 07:13 - Atualizado em 08/05/2015, 07:14 - Autor:


Após dois dias de greve, os rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba decidiram voltar ao trabalho já no início da madrugada de hoje. Depois de seis horas de negociação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a categoria se reuniu em assembleia geral no fim de tarde de ontem, na Praça do Operário, em São Brás, e decidiu acatar a proposta intermediada pelo TRT. Em Ananindeua, a assembleia com os trabalhadores ocorreu em seguida e também aprovou o fim do movimento grevista.


Pelo acordo, os trabalhadores terão 10% de reajuste salarial, no ticket-alimentação e no auxílio clínica. Os rodoviários reivindicavam aumento de 13%, 20% e 32%, respectivamente, mas a categoria se baseou nos cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese/PA) de 9% da inflação do período e mais 1% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).


Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Belém, Altair Brandão, o percentual negociado não era exatamente o que a categoria queria, mas que o reajuste representa ganho real no salário dos trabalhadores. “A categoria saiu ganhando da greve. Foi um bom reajuste negociado, o que significa que o movimento foi vitorioso”, disse.


Segundo o sindicato, o acordo incluiu ainda o cancelamento das multas previstas pelo TRT devido ao não cumprimento dos 80% da frota circulando. Caso a categoria não aceitasse o acordo, os trabalhadores teriam que ir a dissídio, que, além de pagar as multas, perderiam os dias parados e teriam reajuste baseado somente no cálculo do INPC.


Durante os dois dias de greve, cerca de 3.800 ônibus ficaram parados na Região Metropolitana de Belém, sendo a maioria da frota concentrada em Ananindeua e Marituba. Os rodoviários fazem uma avaliação positiva da greve e creditam à união da categoria a razão para o bom êxito na negociação. “A categoria se manteve unida e construiu em conjunto os rumos da greve. Isso foi decisivo”, conclui Brandão.


(Diário do Pará)

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