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Filha de dono de colégio é aprovada como cotista

Tem gerado polêmica uma aprovação no curso de Medicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Bruna Cancela é filha de um dos sócios de uma escola particular de Belém, e concorreu como cotista por ter por sido bolsista na escola onde concluiu o ensino

Tem gerado polêmica uma aprovação no curso de Medicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Bruna Cancela é filha de um dos sócios de uma escola particular de Belém, e concorreu como cotista por ter por sido bolsista na escola onde concluiu o ensino médio.

As cotas valem para os alunos matriculados ou que cursaram o Ensino Médio em escolas da rede pública de ensino - municipal, estadual ou federal - ou que cursaram o Ensino Médio como alunos bolsistas em escolas da rede particular.

A decisão foi aprovada pelo Conselho Universitário (Consun), por meio da Resolução nº 2719/14, e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 02 de julho de 2014.

“Pelo edital de quem tem direito à cota, ela estaria dentro. Mas é um absurdo isso. Ela só era bolsista porque os pais são donos da escola. Eles têm condições de pagar uma faculdade particular. Ou no mínimo, se ela queria cursar o curso na UEPA, ela não deveria ter concorrido às vagas especiais. O edital deixa essa falha imensa, que espero que seja revista”, afirma o autônomo Paulo Costa. “Eu fico pensando no aluno de baixa renda, que por uma vaga não foi aprovado para o curso de Medicina. Vaga que foi destinada à uma aluna que tem condições de pagar.”

CONFIRMAÇÃO

A Uepa informou, através de nota, que a opção pela condição de cotista foi feita pelo candidato no ato da solicitação de inscrição e deverá ser confirmada no ato da matrícula com a apresentação de documentos comprobatórios, no período de 26 a 30 deste mês.

Os candidatos que atenderam a um dos critérios e estão com a documentação dentro da normalidade serão regularmente matriculados. A Uepa ressalta ainda que, de acordo com os editais, será eliminado do processo e perderá o direito a vaga, o candidato que tendo sido classificado nas vagas destinadas aos alunos cotistas não comprovar esta condição, por meio dos documentos.

Durante coletiva na tarde desta terça-feira (13), a professora Ana Conceição, pró-reitora da UEPA, disse ainda que os candidatos que se sentirem lesados devem entrar com recurso. Além disso, a professora afirmou que devido à polêmica será discutido com o Conselho da instituição a possibilidade de mudar o edital apenas no próximo ano.

O DOL tentou contato com os pais da aluna, porém, ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.

(DOL)

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