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Projetos paraenses vencem edital do Minc

sábado, 17/11/2012, 14:20 - Atualizado em 17/11/2012, 14:45 - Autor:


A Da Tribu Produtos Artesanais e a Mapinguari Design, foram contemplados no Edital do Prêmio Economia Criativa do Ministério da Cultura. A Da Tribu, marca de acessórios e ‘objetos com personalidade’, capitaneada pela designer Kátia Fagundes, ganhou o prêmio que só reitera a qualidade do trabalho que vem sendo desenvolvido.

“E este prêmio é fruto de um árduo trabalho feito de muitas parcerias, de uma rede de criativos solidários. Muito obrigada a todos que em nós acreditaram. Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos, esse é o lema da Da Tribu”, disse Kátia. Para ela, a premiação está além do reconhecimento e abrirá portas e possibilidades, além de financiar uma nova coleção.

Empreendimento familiar que atua no setor da moda, a Da Tribu atualmente está ainda com o projeto da coleção "Pertencimento" disputando premiação no Movimento Hotspot. Os fios, tecidos e produtos reutilizáveis constituem a matéria prima com a qual a Da Tribu cria e produz suas peças exclusivas mergulhada em um conceito da Moda Sustentável. Fazer moda para Da Tribu é registrar a diversidade e a complexidade de um consumidor contemporâneo, que mostra sua personalidade e atitude em seu modo de vestir.

Com o projeto “Design Participativo”, as designers Fernanda Martins e Sâmia Batista da Mapinguari venceram na categoria Novos Modelos de Gestão de Empreendimentos Criativos. O projeto propõe a utilização do Design de forma colaborativa e participativa como ferramenta para a inclusão no mercado e auto conhecimento.

O Design Participativo utiliza a metodologia do Design na criação de marcas de forma participativa, para criar a Identidade Visual ou o desenvolvimento de produtos com base no conhecimento tradicional. Isto permite que as comunidades reflitam sobre sua identidade, saberes e fazeres neste processo. Além da marca, durante a execução de cada projeto são criados outros instrumentos de comunicação entre as comunidades e seu mercado. “Atuando na Amazônia, acreditamos que existe uma outra forma de fazer design, mais participativa e inclusiva. O design não trabalha só com empresas e grandes clientes. É muito importante que o design aborde esses públicos também, principalmente no Brasil, um país com tanta desigualdade”, analisa Fernanda Martins, diretora do Mapinguari.

Entre os projetos de Design Participativo do Mapinguari estão o Mulheres de Barro, grupo de artesãs ceramistas de Parauapebas; a Associação Comunitária dos Artesãos e Lapidários de Floresta do Araguaia, no Pará; e o Ver-as-Ervas, que culminou na criação da Identidade visual da Associação de Erveiros e Erveiras do Ver-o-Peso, e foi selecionado para a 9º Bienal da Associação do Designers Gráficos do Brasil, além de ter recebido Menção Honrosa no Prêmio Design Brasileiro.

O PRÊMIO
O Edital de Fomento a Iniciativas Empreendedoras e Inovadoras recebeu 651 inscrições no período de 13 de fevereiro a 30 de abril de 2012. Das 491 inscrições válidas, foram habilitadas 383 iniciativas na primeira fase, 223 para a categoria Novos Modelos de Gestão de Empreendimentos e Negócios Criativos e 160 para Formação para Competências Criativas.

Foram premiadas 150 iniciativas em duas modalidades: 100 na categoria Novos Modelos de Gestão de Empreendimentos e Negócios Criativos e 50 na categoria Formação para Competências Criativas. O valor do prêmio individual estabelecido no edital é de R$ 23 mil para os selecionados na modalidade Novos Modelos de Gestão de Empreendimentos Criativos e R$ 26 mil para os premiados na categoria Formação para Competências Criativas. Os 150 prêmios do edital somam R$ 3,6 milhões.


(DOL, com informações do Diário do Pará)

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