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Gatunos saqueiam casarão na Campina

segunda-feira, 30/01/2012, 03:04 - Atualizado em 30/01/2012, 06:28 - Autor:


Um casarão histórico, localizado na esquina da rua Veiga Cabral com a travessa Presidente Pernambuco, teve os azulejos roubados na noite do último sábado. Os azulejos portugueses têm grande valor para história de Belém. O casarão está em processo de tombamento pelo Governo do Estado e por isso é protegido como patrimônio histórico.


O alerta partiu dos moradores da rua, que perceberam a movimentação. De acordo com relatos, os danos dentro da casa são ainda maiores. A situação gerou uma onda de protesto nas redes sociais e despertou o interesse de pesquisadores, historiadores e arquitetos. Ida Hamoy, arquiteta, soube do roubo por familiares que moram perto do casarão. “Isso já vem acontecendo há uns meses, entramos em contato com o Departamento de Patrimônio do Estado informando, mas o casarão é de propriedade privada. O que sabemos é que os saques dentro são mais danosos que fora”, revela.


A diretora do Departamento de Patrimônio Histórico Artístico e Cultura do Pará (Dphac), Taís Toscano, explica que o processo de tombamento já impede que qualquer mudança seja realizada na casa. “O processo começou há uns seis meses, estamos em fase de levantamento cadastral e avisamos todos os órgãos interessados, nenhuma reforma pode ser realizada, muito menos um roubo”, esclarece. Ela diz que o contato com o dono da propriedade é muito difícil. “Ele foi avisado e sabe da responsabilidade que tem. Falar com ele é uma dificuldade. Já tive reuniões no Ministério Público por conta disso. Nesta segunda, terei outra, e a orientação é que o proprietário seja responsabilizado criminalmente”, revela.


O fotógrafo Michel Pinho também esteve no casarão junto a outros interessados em zelar pelo patrimônio histórico e garantiu que o grupo vai cobrar providências. “Como sociedade civil organizada, estamos nos colocando de maneira clara para que o poder público solucione esse problema, que acontece em muitos outros casarões”.


Até o fechamento desta matéria, o DIÁRIO não teve acesso ao nome do proprietário do imóvel. (Diário do Pará)

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