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Menino sequestrado é encontrado em abrigo; assista

quinta-feira, 13/01/2011, 03:16 - Atualizado em 25/04/2019, 20:37 - Autor:


A desculpa dada por Alzimar de Jesus Ramos, de 36 anos, para justificar o ato criminoso de sequestrar uma criança, foi a bebida alcoólica. Em depoimento na Divisão de Atendimento ao Adolescente - Data às delegadas Cristiana Lobato e Nazareth Souza, o braçal que trabalha na feira da Ceasa contou que estava bêbado na hora em que pegou Patrick Bastos, de apenas 5 anos, em uma parada de ônibus na BR-316. “Ele não admitiu o sequestro, somente que estava bebido. Contou que encontrou a criança abandonada próximo da parada de ônibus e ficou com pena por ser um menino bonito e estar muito magrinho. Então resolveu levar para casa”, contou a delegada Cristiane Lobato.


Assista ao vídeo da TV RBA, clicando no ícone ao final desta reportagem


Uma versão diferente é contada pelo avô da criança, o vendedor ambulante Manoel Silva dos Santos, que disse que Patrick estava com ele na banca de bombons que tem em uma parada de ônibus em frente ao túnel do Entroncamento, na BR-316, e que Alzimar apareceu de repente e disse que ia levar o garotinho. “Ele chegou, viu o Patrick sentado no banquinho e disse que o menino era bonito, mas que achava que estava se alimentando mal e que iria levar. Puxou o menino das minhas mãos. Eu lutei com ele, mas como sou magro, perdi. Depois ele entrou em uma van do Distrito Industrial e sumiu com o Patrick”.


Um detalhe deixado para trás pelo acusado foi decisivo para que ficasse comprovado que Alzimar sequestrou a criança - uma camiseta amarela que ele usava no dia e com o nome da empresa que funciona no Ceasa. “O avô teve a perspicácia de guardar a camiseta que ele deixou na hora da luta corporal. No momento do depoimento perguntei a ele de quem era e ele confirmou que é seu uniforme de trabalho”, conta a delegada.


Alzimar contou no depoimento que quando chegou em casa com a criança, foi recriminado pela esposa, que disse que ele tinha que devolver o menino. “Ele disse que ficou arrependido e que no dia 3 de janeiro resolveu apresentar a criança no Conselho Tutelar de Ananindeua. A história apresentada no Conselho foi que ele teria achado o menino em uma via pública do bairro do Curuçambá e ficou com pena e levou para casa. O Conselho encaminhou a criança para um abrigo do Estado”, relatou a delegada.


Alzimar foi indiciado por crime de sequestro na forma qualificada, mas vai responder em liberdade porque já passou o flagrante. O crime aconteceu em 31 de dezembro. “Como não é flagrante, somente o Judiciário poderá decretar a prisão. A pena prevista é de 2 a 8 anos de prisão”, disse Cristiane Lobato.


Reportagem ajudou a levar ao menino


A matéria com a foto sobre o sequestro de Patrick publicada no DIÁRIO de quarta-feira foi decisiva para que terminasse o mistério que durava doze dias. Logo pela manhã, um telefonema do abrigo “Novo Começo” para a redação do jornal informava que a criança estava no local desde o dia 3 de janeiro. Foi então que os familiares puderam ir até o abrigo, que fica no conjunto Satélite, para reencontrar Patrick. “Por enquanto ele não poderá sair de lá. É uma decisão que vai caber ao juiz. Ele vai decidir quando entrega a criança e para quem”, observou a delegada Cristiane Lobato.


Os pais de Patrick são separados e ele mora com a mãe, Mírian Bahia da Silva, de 25 anos, em Barcarena. A criança estava em Belém com o pai, Pedro Bastos, desde o Natal, e voltaria para a casa da mãe após o ano novo. “Foi uma alegria sem tamanho. Nem consigo descrever a felicidade de rever o meu filho e poder abraçá-lo”.


Segundo a madrasta Rose Barroso, esposa de Pedro, a situação na família estava muito abalada. “Ninguém conseguia mais trabalhar, só se falava nisso”, comentou. Para o avô, o primeiro sentimento foi de alívio, expurgando a culpa que sentia pelo ocorrido. “Foi muito triste começar o ano deste jeito, mas graças a Deus teve um final feliz”, afirmou.


Ainda emocionado, ele agradeceu o apoio da equipe de reportagem na divulgação do caso. “Tenho certeza que foi graças à matéria que acharam o meu neto. Foi uma bênção” (Diário do Pará)

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