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Fraudes na Sema terminam em prisões

sábado, 11/12/2010, 05:44 - Atualizado em 25/04/2019, 20:37 - Autor:


A Polícia Federal (PF) fez ontem uma série de prisões e apreensões durante a investigação de uma rede de corrupção instalada na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que inclui funcionários do alto escalão do órgão e até do governo do Estado. A “Operação Alvorecer”, envolveu a prisão de vários funcionários do órgão, para impedir a destruição de provas que poderiam prejudicar as investigações. Os mandados foram expedidos pela 9ª Vara da Justiça Federal da capital.

Segundo a PF, as investigações iniciaram na “Operação Delta”, deflagrada no dia 13 de abril passado, para o combate ao desmatamento e ao comércio ilegal de madeira na Região Metropolitana de Belém, quando foram constatadas a participação de servidores da Sema na rede de corrupção. A intenção era chegar ao comando do grupo criminoso. A investigação descobriu que o esquema baseava-se na aprovação ilegal de vistorias e de licenças para a exploração de madeira e planos de manejo, com o pagamento de propina por madeireiros aos servidores da Sema.

A ação da quadrilha consistia no esquema de “esquentar madeira”, com a negociação de crédito e transporte fictício, para viabilizar o comércio de madeira ilegal. A fraude iniciava nos procedimentos e sistemas de controle de comercialização de produtos florestais da Sema, que é responsável pela aprovação das explorações, fiscalização, e o controle dos produtos explorados.

A facilitação e os pagamentos ilícitos se davam através de despachantes, que tinham íntima relação com os servidores. A corrupção era dividida em dois níveis: os funcionários de baixo escalão recebiam valores para desempenhar atos ou dar agilidade à tramitação de processos; e funcionários do alto escalão cobravam um percentual do valor total dos planos de manejo florestal para aprovar o plano.

Os presos são José Cláudio Moreira Cunha, ex-secretário adjunto da Sema, Walderson do Egito Sena, Sebastião Ferreira Neto, o “Ferreirinha“, Paula Fernanda Viegas Pinheiro e Dionísio Gonçalves de Oliveira. Paula é chefe do setor de Georeferenciamento da Sema. Walderson era despachante da secretaria. Dionísio era quem representava “Ferreirinha” em Belém. A PF ainda estava na busca de José Humberto Oliveira Madeira, o “Cabeça”.

Ferreira é presidente reeleito do clube de futebol Águia de Marabá. Além das prisões, a PF cumpriu mandados de busca nas residências de Shirley do Socorro Cosenza Duarte, Silvia dos Passos Rodrigues e Fernando do Livramento Diniz, além do ex-secretário da Sema e ex-superintendente do Ibama, Aníbal Pessoa Picanço. No apartamento dele, os policiais cumpriram busca na noite de quinta-feira.

Durante as investigações, constataram-se indícios de que o esquema também teria sido usado para apoio político durante a última campanha eleitoral. “A medida judicial atingiu as cinco pessoas que estariam diretamente envolvidas e mais aqueles com mandados de busca”, afirmou o delegado Fernando Berbert, da PF. Ele confirmou o interesse político na fraude. “Existe forte indício de influência política no período pré-eleitoral, com possível troca de favores”.


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