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PROBLEMA TÉCNICO

Barco com vacinas da Ilha de Cotijuba fica a deriva

Cerca de 500 moradores locais receberam a segunda dose do imunizante.

quinta-feira, 29/04/2021, 07:43 - Atualizado em 29/04/2021, 08:34 - Autor: Com informações da Ag. Belém


Osvaldo Gomes da Costa, 59 anos, morador da Ilha Nova.
Osvaldo Gomes da Costa, 59 anos, morador da Ilha Nova. | Joyce Ferreira/Ag Pará

Muitas ilhas que fazem parte do o arquipélago de Belém são polos de turismo e paz. Ilha de Cotijuba, uma das 42 ilhas, é um desses pontos. De fácil acesso, precisando apenas de uma embarcação para atravessar de Icoaraci para o local, com distância de 22 km de distância da capital, a ilha possui cerca de 60 km² e uma costa com 20 km de praias praticamente inexploradas.

Para os moradores de Cotijuba, a segunda dose da vacina contra a Covid-19, chegou! Mesmo que não tenha sido nada fácil.

A viagem para a ilha, que dura em média, 40 minutos, dessa vez durou mais de uma hora, já que o barco que levava os imunizantes teve um problema técnico e ficou à deriva, esperando socorro. Por isso, o início da vacinação demorou.

Ao chegar em Cotijuba, os doses ainda precisaram ser distribuídos nos postos: Escola Bosque de Cotijuba, ilha Branca, ilha Nova, entre outras localidades da redondeza.

Mesmo com o contratempo, cerca de 500 pessoas foram vacinadas.

“Tem uma grande logística envolvida nisso. O trabalho começa de madrugada, com a chegada da nossa equipe na nossa rede de frio pra pegar as vacinas e levá-las para o porto, onde nossos vacinadores e os imunizantes seguem de barco até a ilha”, explica o diretor de Vigilância à Saúde, Cláudio Salgado, que coordena o processo de vacinação.

Um dos primeiros pontos de vacinação a receber o imunizante foi a Escola Bosque do Cotijuba. Lá as vacinas foram recebidas sob aplausos de quem aguardava para se vacinar. O casal de aposentados Suely Conceição, de 70 anos, e Eupídio Conceição, de 77 anos, foram os primeiros a receber as doses da vacina. A ansiedade de se vacinar era tão grande, que eles aguardavam, no local, desde as 4h da madrugada. “A felicidade em receber a segunda dose é tão forte que eu faria tudo de novo. Estava todo esse tempo em isolamento e agora vou ter a oportunidade de abraçar meus filhos e netos”, comemora dona Suely. 

Enquanto parte da equipe dava andamento à vacinação na Escola Bosque. Outras saiam em direção às ilhas. Uma delas foi a Ilha Branca. Lá uma das casas dos moradores se transformou em ponto de vacinação. Logo moradores da redondeza começaram a chegar em seus barcos. Muitos vacinados na própria embarcação, um drive-thru diferente, possível só na Amazônia. Um deles foi Osvaldo Gomes da Costa, de 75 anos. “Eu me sinto mais seguro agora. Mas vou continuar tomando cuidado, usando máscara, fazendo a higiene das mãos e evitando estar em um ambiente com muita gente”, ressalta .

Esses cuidados relatados pelo seu Osvaldo é uma lição reforçada pelos agentes de saúde que atendem aos moradores da ilha do Cotijuba. Uma delas é a enfermeira Dina Fonseca, que todos os dias vêm de Icoaraci para atender aos moradores da ilha. “Durante a semana que antecede a vacinação fazemos todo o cadastro dos moradores da ilha e das regiões próximas, para que tudo esteja organizado para o dia da vacinação. Assim garantimos agilidade e evitamos a aglomeração”, explica Dina.

A viagem para assegurar a vacina na região de Cotijuba termina aqui. Mas o esforço das equipes envolvidas na vacinação continua. Nesta quinta-feira, 29, é a vez dos moradores do Furo das Marinhas e do Maracujá, localizados na ilha de Mosqueiro, serem vacinados.

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