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EVENTOS EM BELÉM

Teste com 5 mil em show reacende esperança de empresários

Sem nenhum caso de infecção entre os participantes, execução do evento deu novo ânimo a músicos e organizadores em Belém

terça-feira, 27/04/2021, 12:12 - Atualizado em 27/04/2021, 12:36 - Autor: Bruna Dias


Há mais de um ano,  Júlio César Patrício e o Nosso Tom, não fazem shows para um grande público.
Há mais de um ano, Júlio César Patrício e o Nosso Tom, não fazem shows para um grande público. | Reprodução

Aglomeração, música alta, gente se esbarrando, show ao vivo e muita diversão é assim. Essa realidade parece ainda estar distante dos paraenses. A possibilidade do retorno de grandes eventos está longe de acontecer e segue sem nenhuma previsão. Contudo, um teste feito na Espanha dá esperança para que este velho normal retorne ou um novo com várias restrições.

Há pouco menos de um mês, o país europeu fez uma festa presencial para cinco mil em Barcelona. O objetivo era fazer um teste em como seriam os eventos pós-pandemia, e, sobretudo, testar como iria se comportar a covid-19 em todos os presentes que usaram máscaras e fizeram testes rápidos antes de entrar no local. O distanciamento não foi necessário.

Após o show, a organizadora do evento informou que não existiu nenhum sinal de contágio de Covid-19, duas semanas depois.

BELÉM ESTÁ PREPARADA?

O último grande evento ocorrido em Belém foi o show do cantor Belo, no dia 15 de março de 2020. Depois disso os eventos foram cancelados e as casas noturnas ficaram com as portas fechadas. Mas será que é possível realizar algo nessa envergadura em nossa cidade com essas medidas de segurança iguais as da Espanha?

Com a palavra, profissionais que vivem da realização deste tipo de entretenimento.

 

Marinho e Belo no último grande evento em Belém antes da pandemia
Marinho e Belo no último grande evento em Belém antes da pandemia |Acervo Pessoal
 

Belém - lazer, boa comida e turismo na beira do rio

“Os produtores de eventos de Belém tem total recurso pra fazer qualquer show com segurança, testagem antes e seguindo as regras. Acho que falta o poder público olhar para o nosso setor e conseguir meios com segurança, para que possamos voltar a trabalhar. Um evento teste para quem já tomou vacina e para quem fizer o exame antes”, analisou Marinho, produtor de grandes shows no Pará.

Com muito otimismo o profissional acredita que em julho, no tradicional verão de Salinas, nordeste paraense, a categoria já poderá fazer alguns shows, mesmo sabendo que a normalidade dos grandes ainda vai demorar para voltar.

“Se for do jeito que está, vamos voltar só em 2023. Alguns lugares estão funcionando com lotação: bancos, feiras livres, ônibus, supermercados. O essencial é o que nos mantém trabalhando e sustentando, mas não estamos conseguindo fazer isso. Não podemos trabalhar nem as regras”, indagou Marinho.

Veja imagens do show do Belo em Belém, antes da pandemia:

PROFISSIONAL

Sempre debatendo a melhoria para o setor de entretenimento, Júlio César Patrício, presidente da União dos Artistas Paraenses (Uniaspa), acredita que encontrou um bom dialogo entre parte do setor com o poder público, mas sabe que os números altos são um empecilho.

“Ainda estamos em um momento de muitas mortes, a nossa volta ainda está muito distante. Mas não estamos falando de uma paralisação no nosso setor, precisamos lidar com um ano sem trabalho. E não falamos só dos  artistas que estão no palco, mas de um corpo técnico grande que trabalha na aérea”, avaliou.

O presidente e músico compreende que existe uma necessidade de adaptação, mas que a informação e transparência continuam sendo o diferencial para avançar na libertação do setor de entretenimento.

“O nosso trabalho é movido à aglomeração, alegria, onde há pessoas se abraçando, geralmente trabalhamos em lugares que as pessoas vão espairecer, esfriar a cabeça, recarregar as baterias. Então, não é tão simples aglomerar quando falamos de entretenimento. Shows exatamente iguais aos que tivemos no início do ano passado não tem a menor  possibilidade de termos hoje, mas vamos ter que nos esforçar. É muito fácil dizer “fecha tudo” para quem não vive de entretenimento, por isso bato na tecla de que precisamos  nos reinventar, fazer um sacrifício, o público também tem que nos ajudar, compreender essa forma de nos divertir um pouco mais diferente”, analisou.

Vale lembrar, que os grandes shows não estão ocorrendo, mas cinemas e teatros já foram abertos, bares e restaurantes também. Aos poucos, alguns lugares retornam com lotação mínima permitida e algumas regras sanitárias para a não proliferação da Covid-19.

Mas com isso, alguns empresários do ramo lotaram seus estabelecimentos nas ultimas semanas, descumprindo as novas medidas do Governo Estadual. O que prejudica um setor inteiro, que luta para voltar a trabalhar.

“Tenho tentado entrar em contato com várias casas e conversado com os proprietários. Compreendo a necessidade deles como empresários, mas explico sempre que se a gente não se esforçar para cumprir aquilo que é determinado, mas uma vez seremos penalizados. Acho sempre muito complicado quando se paralisa tudo, porque também conheço gente que está fazendo o máximo e se esforçado muito para manter aquilo que é pedido”, disse Júlio César Patrício.

EVENTOS PARA POUCOS

Com a liberação de grandes eventos com novas normas de segurança, dificilmente todos terão acesso a esse tipo de entretenimento.

"Nesse momento até por questão de espaço, acho que muitos artistas vão cantar para determinada classe. Espero que isso não ocorra com a gente, porque eu valorizo muito que estejamos presentes em todas as camadas sociais e econômicas", finalizou o musico que é vocalista do grupo Nosso Tom.

Mas e você, se sente confortável em ir a eventos e shows?

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