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COVID-19

Pará entre os que mais registram mortes de jornalistas

Categoria reivindica inclusão entre os grupos prioritários na vacinação. Sindicato alerta que maioria dos mortos pode ter se contaminado no exercício da profissão

quarta-feira, 07/04/2021, 14:19 - Atualizado em 07/04/2021, 14:19 - Autor: Andressa Ferreira


O Pará está entre os estados que mais registraram mortes de jornalistas de todo o Brasil por covid-19. No total, 19 profissionais não resistiram após complicações da doença.

O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (7), pelo Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA), levando em consideração registros feitos até o dia 30 de março deste ano. 

Nas primeiras colocações com a maior quantidade de óbitos estão o Pará, São Paulo e Amazonas.

O estudo “Relatório Covid-19 – Óbitos de Jornalistas Paraenses” do Sinjor-PA percebeu uma subnotificação de casos divulgados no primeiro “Dossiê Jornalistas Vitimados pela Covid-19”, divulgado pela Fenaj em fevereiro de 2021. A revisão de óbitos somada às novas mortes em fevereiro e março deste ano elevaram o Pará ao topo desta triste estatística.

O presidente do Sinjor-PA, Vito Gemaque, reforça a importância de incluir os jornalistas entre as categorias prioritárias para a vacinação. 

"Os jornalistas continuam se arriscando cotidianamente para levar informações de qualidade e corretas para a sociedade, principalmente as notícias relacionadas a pandemia de covid-19. Continuaremos com esse trabalho de mapeamento, análise e divulgação dos casos entre os jornalistas”, destaca ele.

Ainda segundo o relatório, o Brasil amarga ser o país com a maior quantidade de jornalistas mortos por covid-19 do mundo com 169 vítimas. Na América Latina, o país superou o Peru, que registra 140 mortes, segundo dados da Press Emblem Campaign.

De acordo com a Fenaj, o ano de 2020 registrou a média de 8,5 mortes por mês; em 2021, no primeiro trimestre, atingiu-se a marca de 28,6 mortes, praticamente uma por dia.

Proporcionalmente, o número de óbitos no Pará e no Amazonas são mais alarmantes, já que os Estados possuem menos jornalistas no mercado do que São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. "Ou seja, a pandemia foi mais letal no Pará e no Amazonas. A Amazônia Legal somou 61 óbitos até o momento, o que representou 36,09% do total brasileiro", ressalta o Sinjor-PA.

ÓBITOS EXPLODEM EM MARÇO 

O estudo reforça que o mês de março foi o período mais letal entre os jornalistas no Pará e no Brasil. Apenas o mês de março de 2021 superou todo o ano 2020 em números absolutos de óbitos de jornalistas.

"Em 2021, começamos a verificar uma escalada crescente dos óbitos. Janeiro teve 1 óbito; em fevereiro subiram para 3 vítimas; e março fechou com preocupantes 8 óbitos. Ou seja, de fevereiro para março a quantidade de óbitos de jornalistas quase triplicou", enfatiza o sindicato.

Outro dado relevante do estudo é referente a faixa etária de óbitos de jornalistas paraenses, mostrando que 73,7% encontram-se nas idades de pessoas economicamente ativos, considerada até os 65 anos. No total, foram 14 óbitos nesta faixa etária, ou seja, a maioria de pessoas que ainda estavam no mercado de trabalho e podem ter se contaminado no exercício de suas funções.

"O levantamento inédito do Sinjor-PA demonstra a importância de incluir os jornalistas entre os grupos prioritários de vacinação. Os profissionais da imprensa, considerada atividade essencial, continuam se arriscando durante a pandemia de covid-19 para realizar coberturas e levar informações confiáveis à sociedade", reforça o sindicato.

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