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Estudo da UFRA prevê expansão da Covid na Região Metropolitana de  Belém até o dia 22 de março

No entanto, ações do Governo do Pará devem minimizar o impacto sobre a rede pública de saúde. Novo estudo deverá ser apresentado amanhã (12)

quinta-feira, 11/03/2021, 13:58 - Atualizado em 11/03/2021, 20:23 - Autor: Diário Online


Estudo da UFRA prevê demanda por leitos de UTI maior que a oferta na Região Metropolitana de Belém.
Estudo da UFRA prevê demanda por leitos de UTI maior que a oferta na Região Metropolitana de Belém. | Pedro Guerreiro/Agência Pará

Um estudo feito pela Universidade Federal Rural da Amazônia  (Ufra), apresentado durante a coletiva de imprensa realizada pelo Governo do Pará, na última terça-feira (9), aponta um aumento expressivo da pandemia até o dia 22 de março na Região  Metropolitana de Belém  e a região deve atingir um nível crítico  de leitos de UTI adultos para da Covid-19 a partir desta data. A situação, entretanto, poderá ser alterada em um novo estudo que será divulgado na próxima sexta-feira (12), com dados atualizados de números de leitos.

Fonte da UFRA ligada ao estudo informa que as medidas, tomadas pelo Governo do Estado nas últimas duas semanas, indicam que esta previsão possa ser modificada devido as ações preventivas tomadas pelo governo do Estado. "O Pará está entre os poucos Estados que não entraram em colapso! No início era o maior em mortalidade, perdendo apenas pro Amazonas. Hoje estamos entre os oito Estados com menor letalidade no Brasil e entre os quatro que não entraram em estado crítico de leitos de UTis adultas".

Outra dado que deve tranquilizar a população, é que o governador do Pará, Helder Barbalho, assegurou que todos os 420 leitos contratualizados com a Organização Social que administra o Hospital de Campanha do Hangar estarão à disposição da população, caso haja necessidade, o que daria uma folga ao sistema de saúde municipal, que está sobrecarregado. Os leitos, apesar de disponíveis, só serão efetivados diante da necessidade de pacientes com casos graves de Covid.



NOVO ESTUDO


Segundo a UFRA, o relatório ainda está em fase de finalização e deve ser divulgado durante a manhã. O estudo é realizado por uma equipe de pesquisadores com coordenação da instituição, utilizando modelagem matemática e Redes Neurais Artificiais (RNA) para entender o avanço da doença do Pará. 

Segundo os últimos dados divulgados, até o dia 7 de março, o Governo informou que dos 149 leitos de UTI na RMB, 108 já estavam ocupados, restando apenas 41 leitos disponíveis. Porém, o estudo feito pela UFRA prevê uma demanda de 158 leitos, maior do que a oferta, o que representaria o pico da doença na região. 

Em relação ao total de leitos no Estado, até o dia 7 deste mês, o Pará contava com 440 leitos, sendo que 345 estavam ocupados. A previsão é que, no dia 22, a demanda de leitos mínimos para atender os pacientes seja de 400.

 

Dados apresentados pela UFRA na coletiva de imprensa.
Dados apresentados pela UFRA na coletiva de imprensa. Reprodução
 

 

Dados do relatório apontam que a demanda por leitos será maior do que a oferta.
Dados do relatório apontam que a demanda por leitos será maior do que a oferta. Reprodução
 

 

Dados apresentados pela UFRA na coletiva de imprensa.
Dados apresentados pela UFRA na coletiva de imprensa. Reprodução
 

Para o novo boletim que será divulgado dia 12, dados preliminares sugerem tendência de aumento de casos em todo o Pará, especialmente na Região Metropolitana de Belém. Já a região do Baixo Amazonas apresenta uma tendência de estabilização da curva da covid-19, embora o patamar de casos ainda seja muito elevado, exigindo cautela.

Segundo o coordenador da pesquisa, Jonas Castro, "todas as previsões dependem do comportamento da população. Distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos, tudo isso terá reflexos na curva, podendo adiar ou não um novo pico pandêmico”.

Desde que começou a ser publicado periodicamente, há seis meses, o boletim apresenta uma taxa de acerto acima de 95%.

Estudo da UFRA prevê demanda por leitos de UTI maior que a oferta na Região Metropolitana de Belém.
Estudo da UFRA prevê demanda por leitos de UTI maior que a oferta na Região Metropolitana de Belém. | Pedro Guerreiro/Agência Pará
Dados apresentados pela UFRA na coletiva de imprensa.
Estudo da UFRA prevê demanda por leitos de UTI maior que a oferta na Região Metropolitana de Belém. | Pedro Guerreiro/Agência Pará
Dados do relatório apontam que a demanda por leitos será maior do que a oferta.
Estudo da UFRA prevê demanda por leitos de UTI maior que a oferta na Região Metropolitana de Belém. | Pedro Guerreiro/Agência Pará

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