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PANDEMIA

Aglomerações e mutação da Covid-19 causam preocupação no Pará

Médico clínico e nefrologista, Rômulo Nina avalia os motivos que têm levado ao aumento no número de casos de Covid-19 e de leitos ocupados, que passam pelas aglomerações

domingo, 28/02/2021, 08:13 - Atualizado em 28/02/2021, 08:28 - Autor: Carol Menezes/ Diário do Pará


Apesar do aumento do número de casos de Covid-19, ainda se vê bastante situações com grande número de pessoas
Apesar do aumento do número de casos de Covid-19, ainda se vê bastante situações com grande número de pessoas | Celso Rodrigues/ Diário do Pará

Embora seja difícil desenhar com precisão o cenário da pandemia no Pará nos próximos meses, a comunidade médica segue cada vez mais preocupada com o aumento do número de casos e leitos ocupados, ao passo que boa parte da população ignora a gravidade da situação e segue se expondo em aglomerações evitáveis - festividades de fim de ano e Carnaval são dolorosos exemplos disso.

O médico clínico e nefrologista Rômulo Nina avalia que, apesar de o comportamento do brasileiro ser heterogêneo, ou seja, varia entre estados e regiões, de fato houve, a partir de novembro, um relaxamento nas medidas de segurança e prevenção definidas pelo Ministério da Saúde. A consequência foi a alta de casos de lá para cá.

“Uma outra causa para esse aumento tem a ver com a propriedade de mutação do vírus. A partir do final do ano, começaram a ser diagnosticadas mutações virais que, atualmente, tem-se o conhecimento de serem de maior capacidade de disseminação”, atesta.

Em meio a tudo isso, há a corrente dos que comparam a crise sanitária em andamento com epidemias outras, e utilizam-se de meios de interpretação para definir o pensamento de gravidade. E a outra corrente tem aqueles que vivem o problema diário e o sofrimento das famílias, a sobrecarga dos serviços de saúde e a incapacidade de atendimento de tantos casos ao mesmo tempo.

“O que é bem verdade é que é mais fácil para as pessoas se contentarem com notícias que minimizem os fatos. Isso as deixa mais confortáveis e com um sentimento de segurança, por mais que falso. O difícil é encarar e pensar no dia a dia, e refletir no que realmente está acontecendo, aceitar quão está sendo danosa em todos os sentidos esta doença”, reflete Rômulo.

No entendimento do profissional, é preciso avaliar diariamente o comportamento das novas infecções e estarmos atentos. Como a transmissão destas novas cepas é maior, precisam ser fortalecidas as medidas de prevenção.

“Posso afirmar que todo dia vejo pessoas desesperadas, caindo na realidade quando perdem um familiar ou quando estão acometidas pela doença. Por outro lado, muitos dos brasileiros não têm a opção de ficar em casa, ou de ficar em casa com segurança, e ainda precisam ir para as ruas trabalhar e ter seu alimento diário. Uma questão que não é da pandemia, é histórica, mas que gera hoje consequências irreparáveis”, reconhece o médico.

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