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Jader questiona fechamento de agências do Banco do Brasil 

No documento encaminhado ao presidente do BB, André Brandão, Jader questiona quais são as mudanças que o Banco do Brasil pretende implementar, quantas e quais agências pretende fechar, entre outras perguntas

domingo, 07/02/2021, 09:27 - Atualizado em 07/02/2021, 09:27 - Autor: Luiza Mello


Para o senador Jader, se o plano de reestruturação vier a ser executado, a população será prejudicada
Para o senador Jader, se o plano de reestruturação vier a ser executado, a população será prejudicada | Divulgação

A informação de que o Banco do Brasil deve promover o fechamento de 361 unidades - 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento – ainda no primeiro semestre deste ano provocou protestos entre parlamentares, principalmente os da regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde a maioria dos municípios contam apenas com uma agência bancária para atender a população. O anúncio feito pela diretoria do Banco prevê ainda a abertura de dois Programas de Demissão Voluntária com a previsão de adesão de cerca de 5 mil funcionários.

Para o senador Jader Barbalho (MDB-PA), se o plano de reestruturação vier a ser executado, a população será prejudicada de diversas formas, principalmente com a redução dos caixas executivos, o que vai afetar o serviço de atendimento ao público. “Serão centenas de agências fechadas, muitas delas em cidades do interior do país que não dispõem de outras instituições bancárias, como ocorre no Estado do Pará”, protestou o senador.

Jader alertou que, de acordo com o programa de reestruturação, no Pará, a previsão é de fechamento de várias agências bancárias, dentre elas a agência do Ver-o-Peso, maior feira a céu aberto da América Latina, que emprega cinco mil pessoas e aquece a economia da capital. “Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que o comércio do “Veropa”, como é carinhosamente apelidado o Ver-o-Peso, movimenta R$ 1 milhão por dia e recebe aproximadamente 50 mil pessoas diariamente”, informou o parlamentar paraense.

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“Não posso assistir calado a essa intenção de desmonte do Banco do Brasil, instituição pública mais antiga e importante do País na concessão de créditos para os pequenos e médios comerciantes e produtores rurais, principalmente da agricultura familiar”, relatou o senador em documento encaminhado ao presidentedo BB, André Brandão.

No ofício encaminhado na última sexta (5), Jader solicitou mais informações sobre o programa que prevê mudanças em pontos de atendimento, com o fechamento de agências, postos de atendimento e escritórios. “Acredito que defender o Banco do Brasil, que sempre teve um papel histórico no desenvolvimento econômico do País, é defender o Brasil e seu desenvolvimento”.

Jader destacou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Pará em 2018 foi de R$ 161,35 bilhões, contribuindo com 2,37% do PIB nacional, que foi de R$ 6,8 trilhões. Com isso, o Pará passou do 12º PIB entre as unidades da federação brasileira para 11º.

No documento encaminhado ao Banco do Brasil, Jader questiona quais são as mudanças reais que o Banco do Brasil pretende implementar. “Quantas e quais agências o banco pretende fechar no país e, principalmente, no Estado do Pará. Quantos servidores serão incentivados a deixarem seus empregos?”, arguiu o parlamentar.

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“Enquanto o Banco do Brasil pensa em desmontar boa parte de suas agências, o Governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, está negociando com o Banco do Estado do Pará – Banpará – para implantar pelo menos uma agência em cada município paraense”, lembra o senador.

Mudanças

O Banco do Brasil anunciou que a reorganização da rede de atendimento, incluindo o fechamento de unidades, deve trazer uma economia líquida anual estimada com despesas administrativas de R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025.

As mudanças nas agências devem acontecer a partir de 22 de fevereiro, e os clientes dessas unidades serão informados por meio de SMS, aplicativo para celular, internet banking, terminais de autoatendimento, além de correspondências, e-mail marketing e cartazes.

A mudança de agência é automática. Os clientes não precisam fazer qualquer procedimento adicional e podem manter seus cartões e senhas para transações na nova agência, mesmo que haja alteração no número da conta, comunicou o Banco do Brasil.

Justiça impede fechamento

Na quinta-feira (4) o Sindicato dos Bancários do Pará anunciou ter conseguido uma liminar expedida pela juíza titular do Trabalho, Maria de Nazaré Medeiros Rocha, que obriga o Banco do Brasil, entre outras ações, a manter as agências listadas no projeto de reestruturação anunciado no início do ano.

São 12 agências: Almeirim: Agência Monte Dourado; Altamira: Agência Rio Xingu; Ananindeua: Agência BR 316; Belém: Agência Alcindo Cacela/Agência Ver-o-Peso; Castanhal: Agência Cidade Modelo; Marabá: Agência Tocantins; Parauapebas: Agência Cidade Jardim; Santarém: Agência Orla; Curuçá: Agência Curuçá; Ourém: Agência Ourém; Água Azul do Norte: Agência Água Azul do Norte; e Ourilândia do Norte: Agência Ourilândia do Norte.

A juíza determinou que, caso já tenha ocorrido o fechamento de qualquer das agências, o BB deverá “reabrir/reativar a agência bancária em questão no prazo de 30 dias”. Caso não cumpra as determinações no prazo, será cobrado o pagamento de multa diária de R$ 50.000,00, a ser revertida em favor do Sindicato dos Bancários do Pará.

 

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