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Preço da carne bovina segue alto em açougues e supermercados

A diferença de valores do quilo de alguns tipos do produto tem variação de até 20% entre um estabelecimento e outro, na capital. No geral, reajuste foi de 18% e vem desde 2020

quarta-feira, 03/02/2021, 07:33 - Atualizado em 03/02/2021, 09:09 - Autor: Alexandra Cavalcanti


As reclamações partem dos dois lados do balcão, principalmente do consumidor, que é quem paga caro
As reclamações partem dos dois lados do balcão, principalmente do consumidor, que é quem paga caro | Celso Rodrigues

Uma pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA) mostra que o preço da carne bovina está 18% mais caro em Belém, com uma alta registrada no ano passado e que se manteve no mês de janeiro deste ano. Segundo o levantamento, o valor médio do quilo da chã, da cabeça de lombo e da paulista tem ficado em torno de R$ 33,23. A reportagem do DIÁRIO percorreu alguns supermercados e açougues da cidade e constatou que alta permanece, mas com uma diferença de percentuais de um estabelecimento para outro.

O quilo desses três cortes (chã, cabeça de lombo e paulista) nos açougues custa em média R$ 31,99. Nos supermercados esse valor está mais elevado e com uma diferença maior de valor entre um estabelecimento e outro. O quilo da chã pode ser encontrado a preços que variam entre R$ 34,70 e R$ 35,85. Já o quilo da paulista entre R$ 32,70 e R$ 34,49, enquanto o preço da cabeça de lombo apresenta uma variação de até 38% de um supermercado para outro, indo de R$ 33,70 até R$ 46,45.

A reportagem pesquisou ainda o preço de outros cortes, como alcatra, pá com osso, acém, coxão e agulha com osso, além do picadinho de primeira e de segunda. Entre os açougues, a diferença de preço entre um e outro é mínima, mas entre os supermercados a diferença chegou até a 20%, como foi o caso do quilo do acém, que em um supermercado é comercializado a R$ 37,40, enquanto em outro custa R$ 44,95 (acompanhe os preços na tabela abaixo).

Gerente de um açougue no bairro da Pedreira, Herlon Maciel confirma que de fato houve aumento no valor do produto nos últimos meses. “Os fornecedores estão nos vendendo com um valor mais caro sob a alegação de que mercado para a exportação, principalmente para a China, está mais vantajoso. Com isso, a maior parte do produto está sendo vendida para o mercado externo e o pouco que fica aqui acaba ficando mais caro”, justificou.

NOBRES

De acordo com ele, todos os cortes sofreram reajuste, mas principalmente aqueles mais nobres. “O filé, a alcatra e a picanha tiveram um aumento ainda maior desde o final do ano passado”, disse.

Domingos Almada trabalha com carne bovina há 35 anos no Centro Comercial de Belém e diz que ano passado, de fato, houve um aumento do produto, mas que de lá para cá, os valores parecem os mesmos. “Não baixou, mas também não aumentou mais, estamos conseguindo manter os preços”, garantiu.

Mesmo assim, segundo ele, os consumidores deram uma sumida. “ Na minha opinião, a questão não é tanto pelo preço, mas sim porque as pessoas estão com medo de sair de casa por conta dessa doença (Covid-19) e estão preferindo fazer suas compras nos próprios bairros”, opinou.

A autônoma Roseane Silva afirmou que o preço do produto está pesando bastante no orçamento. “Tenho procurado diminuir o consumo, usando mais soja, frango e peixe. Agora mesmo eu só comprei bucho”, contou.

Ela diz que começou a observar um crescimento nos preços em novembro do ano passado e de lá para cá passou a consumir menos carne bovina. “Antes era uma média de quatro vezes por semana. Agora somente uma, não tenho como comprar mais. Para se ter uma ideia, comprava o picadinho por R$ 18 e agora o mesmo picadinho está saindo por R$ 26”, comparou.

 

 


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