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DECRETO

Pessoas sem máscaras são barradas em diversos lugares de Belém

Nas últimas semanas, houve o registro de aumento na procura por atendimento de casos suspeitos da Covid-19 na capital paraense.

terça-feira, 02/02/2021, 08:26 - Atualizado em 02/02/2021, 09:16 - Autor: Pryscila Margarido Soares


Os motoristas controlam o acesso e tentam conter a lotação
Os motoristas controlam o acesso e tentam conter a lotação | Celso Rodrigues

Com a adoção de novas medidas restritivas para o enfrentamento à Covid-19 em Belém e em outros municípios do Estado, na última sexta-feira (29), decretadas pelo governo paraense, se faz necessário reforçar os protocolos sanitários que visam conter a proliferação do vírus como o uso de máscara, evitar aglomerações, manter o distanciamento social e as mãos higienizadas, sobretudo em locais públicos. Na manhã de ontem, o movimento no Complexo Ver-o-Peso era considerado normal. Trabalhadores que atuam no local dizem estar atentos ao cumprimento das regras.

Nas últimas semanas, houve o registro de aumento na procura por atendimento de casos suspeitos da doença na capital. Apesar disso, na avaliação de Shirley de Nazaré, 43, que é funcionária de um box de refeição da feira do Ver-o-Peso, parte da população, inclusive quem frequenta o espaço, segue desrespeitando os protocolos. “Tem clientes que usam (máscara) e outros não. Creio que as pessoas não vão respeitar. Hoje o motorista do ônibus não estava deixando as pessoas sem máscara subirem. Pela primeira vez vi isso. Antes alguns entravam com máscara (no transporte) e outros não”, relatou a mulher, que acredita ter tido a doença no início da pandemia no ano passado. “Senti dor no corpo, calafrios e perdi um pouco o paladar. Moro só com o meu filho (de 20 anos). Ele teve dor de garganta e febre”, disse.

Outra trabalhadora do espaço, a atendente Sheila Reis, 41, disse que é comum observar pessoas até mesmo com sintomas gripais circulando sem máscara pela feira. “Aqui bastante gente não usa máscara. Às vezes tem gente que passa espirrando, tossindo. A gente se protege sempre usando máscara, álcool em gel. Muitos pedem álcool e a gente oferece. Como é refeição quem tem que se proteger somos nós na hora de atender o cliente”, explicou ela, que acredita ter tido a doença em abril do ano passado, com sintomas leves. “Eu sou hipertensa, do grupo de risco, então fico preocupada, até porque precisamos trabalhar”, acrescentou.

Já o garçom Eduardo Souza, 25, contou que só tira o acessório na hora de fazer refeições. Ele mora com o pai que é idoso e, portanto, do grupo de risco, no bairro da Pratinha I. E, por isso, teme levar a doença para dentro de casa. “Acabei de descer do ônibus e tirei (a máscara) para tomar café. A população relaxou as medidas. Agora espero que melhore com esse novo decreto. Peguei logo no começo da pandemia. Meu pai não teve, graças a Deus. Fiquei isolado no meu quarto por quase 20 dias. Sempre gosto de atender clientes passando álcool em gel na mão deles. Sempre ando com um também”, afirmou.

SUPERMERCADO

Na entrada de um supermercado situado na Avenida José Bonifácio, no Marco, não havia filas nem aglomeração, na manhã de ontem. Dentro, as normas também estavam sendo respeitadas, segundo o relato de uma cliente, a professora Isabela Santiago, 32. “Por onde você entra estão oferecendo álcool em gel. Não está aglomerado lá dentro. Todo mundo de máscara. A gente se sente seguro. Só saio de casa para ir ao médico e ao supermercado. Moro com pessoas de risco, meus pais são idosos e eu sou asmática”, garantiu.

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