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Material escolar está até 16% mais caro este ano em Belém

Em magazines e papelarias da capital, o Dieese/PA pesquisou cerca de 50 itens das listas exigidas pela maioria das escolas. Algumas compras podem passar de um salário mínimo

quinta-feira, 07/01/2021, 07:52 - Atualizado em 07/01/2021, 08:02 - Autor: MIchelle Daniel/Diário do Pará


| Arquivo/Agência Brasil

Após as festas de fim de ano, 2021 começa com o retorno às aulas que vai pesar um pouco mais no bolso dos pais e responsáveis. Isso porque há materiais que fazem parte da cesta escolar que estão até 16% mais caros em comparação com o mesmo período do ano passado. Os aumentos também superam a inflação calculada para os últimos 12 meses. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA).

Nos magazines e papelarias da Grande Belém, o estudo aponta que todos os produtos pesquisados, como apontador, caneta, cola, corretivo, giz de cera, lápis de cor, lápis preto, massa para modelar, resma e tinta guache, subiram de 1% a 16,76%.

Segundo o Departamento, o produto mais caro é o lápis de cor grande (c/12) da marca Faber Castell Kit (apontador, borracha e lápis), que hoje pode ser encontrado, em média, por R$ 19,65, enquanto no mesmo período do ano passado custava, em média, R$ 16,83.

De acordo com o Dieese/PA, esta foi a primeira pesquisa do ano sobre o custo do material escolar e abrangeu cerca de 50 itens entre cadernos, lápis, canetas, lancheiras e até mochilas. “Não será tarefa fácil para os pais, que ainda terão de dispor de boa dose de paciência para pesquisar onde comprar mais barato, porque além de caros, os produtos têm diferenças de preços significativas entre os vários locais pesquisados”, afirma o Departamento.

Os aumentos geram preocupações aos responsáveis pelas despesas dos alunos, já que parte deles ainda precisa comprometer o orçamento com os investimentos na educação particular, em todos os níveis. Nessa questão, o Dieese/PA afirma que “pelo menos até agora, dão conta de propostas de reajustes que, em muitos casos, superam a inflação estimada em torno de 5% para o ano de 2020 e que deveria ser à base das discussões de mensalidades”.

“Os problemas dos pais de alunos neste início de ano na volta às aulas não deverão se restringir apenas ao pagamento das mensalidades escolares; as dificuldades passam também pelo atendimento ainda das absurdas listas de materiais escolares exigidas pelas escolas a cada ano por ocasião da renovação das matrículas. As listas de materiais escolares exigidas pelas escolas, se atendidas totalmente, podem em alguns casos atingir mais de um salário mínimo”, finaliza.

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