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AUGUSTO MONTENEGRO

Caminhar por alguns trechos de avenida ficou uma tarefa difícil

Os pedestres têm de ultrapassar obstáculos formados por lama, buracos, mato e isso quando há calçada na Augusto Montenegro. Em alguns casos, eles precisam transitar pela pista, o que eleva o risco de acidentes

quarta-feira, 06/01/2021, 08:15 - Atualizado em 06/01/2021, 08:46 - Autor: Wesley Costa


Falta de calçada e os obstáculos pelo caminho causam transtornos e insegurança em ciclistas e pedestres
Falta de calçada e os obstáculos pelo caminho causam transtornos e insegurança em ciclistas e pedestres | CELSO RODRIGUES

Trafegar em vários pontos da avenida Augusto Montenegro continua sendo uma tarefa difícil e arriscada para pedestres e ciclistas. As obras inacabadas do BRT-Belém deixadas pela última gestão municipal, provocam muitos transtornos. São buracos, lamaçal, mato e até mesmo o acúmulo de lixo que se transformam em obstáculos no meio das calçadas, isso quando elas existem.

A falta de conservação, padronização e sinalização dos espaços de passeio público não é exclusividade da Augusto Montenegro, mas é ali que é mais evidenciada, já que se trata de uma das avenidas mais movimentadas da capital. Por lá, a falta desses espaços que deveriam dar maior segurança aos pedestres, vem afetando a mobilidade.

As pessoas mais idosas ou que possuem dificuldades para se locomover são as mais afetadas pelo problema. O aposentado Izidio Peca, 78 anos, conta que realizar uma tarefa simples, como ir ao supermercado, tornou-se uma aventura. Morador do conjunto Maguari, no bairro do Parque Verde, o idoso precisa passar em meio ao matagal para evitar caminhar pelo acostamento.

“Toda vez é essa dificuldade quando se precisa sair de casa. Vários moradores aqui do bairro que conheço já até evitam as saídas porque não têm por onde andar. Quando não é pelo meio da pista se desviando dos carros, somos obrigados a passar pelo mato ou meter o pé na água”, disse. Outra situação que agrava o problema é o óleo de motor despejado de forma irregular. “Fica totalmente escorregadio aqui. Qualquer desequilíbrio é queda na hora”, diz.

A equipe de reportagem do DIÁRIO percorreu um longo trecho da avenida e constatou as dificuldades que existem em vários pontos. Em uma parte do Km 8, sentido Belém-Icoaraci, o acúmulo de água toma conta da única passagem que é usada pelos pedestres. A falta de manutenção dos bueiros tem causado os alagamentos constantes, afirmam comerciantes da área.

Mais na frente, os blocos de sinalização deixados pelo caminho após a conclusão de parte da obra do BRT, prejudicam o ir e vir da população que caminha. “Deixaram tudo abandonado e acho difícil voltarem para retirar. Faz anos que deixaram esses blocos e a gente tem que se virar para desviar para passar pelo mato ou no meio da pista mesmo. Por isso que muitos preferem andar pela pista do BRT”, disse uma pedestre que preferiu se identificar apenas como Ivaneide.

Ainda no mesmo sentido da via, a equipe flagrou uma grande quantidade de lixo doméstico jogado na lateral da pista. Os sacos plásticos se espalharam para a área do calçamento que também estava cheia de rachaduras. No sentido Icoaraci-Belém, próximo a um clube social, a calçada sumiu completamente, restando apenas a própria pista para o trânsito de pedestres.

Outra cena que chamou a atenção foi a de um cadeirante que, por conta da péssima estrutura e falta de acessibilidade das calçadas, teve que percorrer um longo trecho acessando a pista principal da avenida. Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) informa que já foi iniciado o processo de licitação para a construção de ciclovia e de serviços de calçamento, paisagismo, instalação elétrica, drenagem e pavimentação em vários pontos da avenida Augusto Montenegro que ainda não foram contemplados com calçamento no trecho do BRT, localizado entre o Mangueirão e a Estação do Maracacuera, em Icoaraci.

A Seurb informa ainda, que a verba já está disponível e a nova gestão dará continuidade ao processo de licitação após avaliação final do Ministério Público do Estado do Pará.

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