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PREPARAÇÃO

Está chegando a hora! Confira as dicas para arrasar no Enem

Professores com larga experiência no Exame Nacional do Ensino Médio dão o roteiro para planejar a reta final de estudos e garantir uma boa nota nas avaliações.

domingo, 03/01/2021, 07:52 - Atualizado em 03/01/2021, 10:40 - Autor: Luiz Octávio Lucas/Diário do Pará


Alunos se preparam para o Enem
Alunos se preparam para o Enem | Mauro Ângelo/Diário do Pará

A poucos dias do início das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2021), estudantes de todo o Brasil já sentem aquele frio na barriga típico de quem tem nas avaliações a definição do futuro estudantil e profissional. Com o primeiro exame marcado para o dia 17 de janeiro, após todo o estresse vivido em 2020 com a pandemia e aulas remotas, os professores de cursos preparatórios também atuam como conselheiros com recomendações diversas aos alunos, desde o que priorizar nesta reta final até mesmo sobre o que levar para se alimentar.

O DIÁRIO conversou com quatro desses educadores com larga experiência no Exame – Nonato Bouth (ciências humanas e suas tecnologias), Gil Mattos (linguagens, códigos e suas tecnologias e redação), Álvaro Almeida (ciências da natureza e suas tecnologias) e o professor Manoel Pimentel (matemática e suas tecnologias). Os educadores traçaram um panorama para esse planejamento final que pode garantir tranquilidade e mais segurança aos alunos que almejam ter sucesso no Enem. Confira a seguir!

 

Nonato Bouth
Nonato Bouth Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

Para o professor de geografia e diretor do exame no Curso Pencce, Nonato Bouth, o estudante deve traçar um planejamento de revisão do conteúdo, sem tentar abarcar todos os assuntos que o edital lista, algo até mesmo difícil de se conseguir em tão pouco tempo.

“Para isso, ele deve buscar os microdados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, organizador da prova). É fácil de acessar na internet”, indica. “Lá ele vai ter todas as informações sobre as últimas provas do Enem e nisso ele vai saber coisas importantes”, explica, sobre os conteúdos cobrados e as habilidades encontrados na página.

Bouth pontua que é um equívoco correr atrás de todo o conteúdo da matriz do exame agora. “Nessa reta final, no meu entendimento, o que o aluno deve fazer é buscar as habilidades que serão cobradas, com isso ele vai verificar quais assuntos que mais caem”, destaca. “Na última prova de humanas, a competência mais cobrada foi a 1, com as habilidades 1 a 5, sobre identidade e cultura, além da 6, com as habilidades 26 a 30, que abordam a relação homem - natureza”, dá a dica.

“Nós temos 45 questões de humanas para 30 habilidades. Isso quer dizer que teremos habilidades que serão cobradas mais de uma vez. Quando se tem acesso a esses microdados, se sabe geralmente quais as mais cobradas”, reitera o professor.

 

Pimentel
Pimentel Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

POR ONDE COMEÇAR?

Com tantas disciplinas integradas em uma prova e ainda a redação, outra dúvida que surge nos estudantes é por onde começar a responder o exame? De acordo com o professor Pimentel, de matemática, isso vai depender do perfil de cada aluno. “É algo muito individual. É começar por aquilo que eu sei. Isso me dá suporte, segurança para dar o próximo passo”, avalia.

“O que engatar eu não posso insistir por muito tempo. Isso independe de disciplina. Eu faço logo tudo que é fácil. A partir disso eu vou pras outras mais específicas”, sugere com mais um argumento. “Imagina se o organizador botou na primeira questão um item complexo? Aí o aluno vai querer resolver. Precisa começar pelo que ele sabe e não perder muito tempo com algumas questões”, reitera.

Pimentel chama atenção para o tempo médio de três minutos para se responder cada item, o que exige não perder muito tempo com uma única questão. A precisão deve ser cirúrgica, em especial para os que vão usar a pontuação para tentar vagas em cursos de graduação mais concorridos, como medicina. “Concorrência maior não pode errar. Estude tudo. Eu dei matriz e fui questionado por um aluno que disse que não vai cair e caiu. Isso é perigoso demais. Um aluno de medicina, um erro tira você do processo”.

 

Álvaro Almeida
Álvaro Almeida Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

MATEMÁTICA

Sobre a matemática e suas tecnologias, o professor Pimentel destaca que se deve direcionar para o conteúdo matemático, alguns assuntos específicos. “É preciso saber o mínimo de cálculo. Esse ano vamos ter a parte de funções trigonométricas, temos função inversa, isso vai estar na prova”, diz, com base nos microdados. “É bom olhar média, mediana e moda”, recomenda. “O comum vai estar na prova, mas não esqueça isso”.

Outro que chama a atenção para a importância do “comum em matemática”, que nem todo mundo domina e dialoga com outras disciplinas, é o professor de química Álvaro Almeida. “Na área de exatas, o aluno tem que ter um bom acompanhamento da parte de matemática, principalmente em química e física”, assegura.

“A gente tem alunos que conseguem montar o problema, mas não sabem fazer a parte da matemática”, aponta. “No curso, a gente trabalha muito com essa base, para quem não tem a base da matemática e também da interpretação do texto”, observa Álvaro com um exemplo. “Na química, trabalho com cálculo estequiométrico, mas para isso o aluno precisa interpretar, saber fazer a regra de 3, tudo com auxílio da matemática. É preciso dar uma revisada nisso para fazer uma boa prova. Em química o Enem adora questões relacionadas à regra de 3, principalmente na parte de interpretação”.

Objeto de preocupação dos estudantes, tentar adivinhar o tema da redação não deve ser motivo de dor de cabeça, pede o professor de literatura Gil Mattos. “Não precisa ter aquele alvoroço de ver logo qual o tema. O aluno tem que estar preparado para qualquer tema de redação, saber como construir a técnica”, define, ao lembrar que o mais importante é saber como construir a estrutura do texto.

 

Gil Mattos
Gil Mattos Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

Sobre as questões que envolvem literatura, Gil Mattos recomenda atenção com a competência 5. “É muito importante ter domínio da literariedade e historicidade. Alguns itens vão cobrar o processo de construção do texto, a prova vai trabalhar com isso”, avisa. “Muito mais do que trabalhar as escolas literárias, é preciso conhecer as características de cada época em que elas se inserem”, informa.

“A literatura está muito ligada às ciências humanas. É preciso ter um olhar sobre o Brasil Colônia, o século 20 com os modernistas. O aluno estuda romantismo, aí o Enem cobra relacionamento abusivo. O poema Navio Negreiro pode abordar temas atuais”, exemplifica.

Nas questões que envolvem linguagem, o olhar do estudante deve ser direcionado para a identidade nacional. “Isso envolve discutir como somos, como falamos, os aspectos da religião”, lista. “Faz parte do discurso da nossa identidade. A gente coloca habilidades para ele perceber o contexto. A literatura faz parte desse conjunto de identidade nacional”, avisa Mattos.

COMO OLHAR A QUESTÃO?

E acredite, até mesmo a maneira de visualizar as questões podem garantir vantagens ao estudante. “Ele precisa enxergar a forma de fazer as coisas mais fáceis. Quando terminar de ler o texto, o primeiro passo é o cuidado com o que vem completar o enunciado. Para você ter certeza do que se quer (como resposta), é olhar a pergunta, aí você vai pros distratores, olha as imagens e ‘‘mata’ isso”, roteiriza o professor Pimentel.

A preparação para o Enem também envolve o conhecimento sobre tudo o que acontece no mundo. A pandemia pode até ser um tema abordado no exame, mas nada muito recente. “Essa prova já está pronta há muito tempo. Então, se algo ocorreu de dois meses pra cá, algo bem especifico e recente, fica difícil de ser cobrado”, analisa Nonato Bouth.

ORIENTAÇÕES

  • Sobre as dicas que invariavelmente os professores dão aos alunos, Bouth destaca que estão fundamentadas. “Não é adivinhar de dizer que vai cair e não cair, vamos nesses microdados e temos um espelho das últimas provas”, explica.
  • Em geral, a recomendação é ter estratégia e equilíbrio. “Pro aluno se sair bem, precisa ter equilíbrio entre as áreas de conhecimento para não ter notas com discrepância”, orienta. “Nessa reta final tem que respeitar as suas características. Tem que montar o seu planejamento, sua estratégia de prova”, diz. “Não é geografia, humanas, exatas. As disciplinas se interligam”.
  • Para completar, lembre que “saco vazio não para em pé”. “Leve com você frutas, que ajudam a ter uma digestão bem melhor. Evite levar algo pesado, nada de chocolate”, recomenda Álvaro Almeida.

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