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FELIZ ANIVERSÁRIO!

Ananindeua, a terra das oportunidades, completa 77 anos

Para homenagear a cidade que faz aniversário neste domingo, moradores falam sobre a relação que mantêm com o município da RMB não apenas como local de habitação, mas também de trabalho.

domingo, 03/01/2021, 07:28 - Atualizado em 03/01/2021, 08:20 - Autor: Alexandra Cavalcanti/Diário do Pará


Município de Ananindeua
Município de Ananindeua | Irene Almeida/Diário do Pará

Com uma população de cerca de meio milhão de pessoas, o município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB), completa neste domingo (3), 77 anos de fundação. E cada vez mais tem deixado para traz a denominação de “cidade dormitório” para se firmar como local onde milhares de pessoas escolheram não apenas firmar moradia, mas trabalhar.

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Eliésio Souza
Eliésio Souza Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

Esse é o caso de Eliésio Souza, de 41 anos, que reside no conjunto Cidade Nova VII. Nascido e criado no conjunto, ele lembra que quando começou a trabalhar precisava se deslocar até a capital, Belém, todos os dias. “Era muito difícil, às vezes saía às 18h do serviço, mas só conseguia chegar em casa quase duas horas depois”, lembra.

O sacrifício diário acabou acendendo a vontade de ter uma melhor qualidade de vida e ele não pensou duas vezes. “Vendi a banca de revista que tinha em Belém e comprei outra aqui na Cidade Nova, agora só preciso atravessar a rua para chegar no meu trabalho. Não tenho do que reclamar, gosto de morar e trabalhar aqui”, diz ele, que garante não precisar ir a Belém para mais nada. “Prefiro resolver qualquer coisa por aqui mesmo”, conta.

Apesar de gostar de viver em Ananindeua, ele afirma que o lugar poderia ser melhor. “Precisamos ainda de um melhor investimento na saúde e na educação dos moradores da cidade”, ressalta.

 

Joelma Souza
Joelma Souza Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

Foi também em busca de uma melhor qualidade de vida que a feirante Joelma Souza, de 45 anos, chegou ao município vinda de Belém. Há 20 anos ela deixou a capital e mudou-se para uma casa maior, cercada de árvores frutíferas, no bairro do Distrito Industrial. “Minha casa está em um terreno com 50 metros de frente e mais de 150 m de fundo, onde cultivo mais de 150 mangueiras, estou cercada pela natureza”, comemora.

Assim como grande parte das cidades brasileiras, ela afirma que Ananindeua tem problemas, mas também muitos aspectos positivos. “Gosto muito do clima daqui, depois do trabalho gosto de deitar e sentir o clima ameno que temos. Gosto também do comércio, porque é bastante variado. Aqui encontramos de tudo a preços muitas vezes melhores que os praticados em Belém”.

Por outro lado, ela gostaria que este ano, o município pudesse oferecer uma melhor oportunidade aos jovens. “É preciso investir em mais educação e lazer para esse público para que eles não precisem ir em busca dessas coisas em outros municípios”, opina.

De acordo com dados da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa do Pará (Fapespa), Belém (61%) e Ananindeua (31%) registram as maiores participações no valor total das exportações da região. E ainda que boa parte dos impactos positivos desses dados ainda não seja sentida diretamente pela população, tem refletido em aspectos como o incremento do setor de comércios e serviços.

 

Gilberto Silva
Gilberto Silva Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

Essa foi a aposta do pai do comerciante Gilberto Silva, de 43 anos, que resolveu deixar a capital ainda na década de 1990 em busca de oportunidades para ele e para os seus seis filhos no município de Ananindeua, mais precisamente no bairro do Distrito Industrial. “Morávamos na Bandeira Branca, em Belém, e meu pai, que era mais conhecido como Zuca (falecido este ano), resolveu vir com a família para cá. Na época, pareceu estranho porque aqui era só mato, mas ele acreditou que poderia crescer, comprou um terreno para cada filho e investiu no comércio. Hoje cada um de nós tem um pequeno estabelecimento na rua principal do Distrito”, conta.

ESCOLHA

Gilberto acredita que o pai fez a escolha certa ao decidir se mudar com a família para Ananindeua. “O município cresceu e temos de tudo aqui. É claro que existem problemas que precisam ser resolvidos, como a questão do lixo e do saneamento, mas apesar de tudo, é um lugar muito bom para se viver”.

 

Luís Carlos Conceição
Luís Carlos Conceição Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

Há três décadas, Luís Carlos Conceição, de 58 anos, também decidiu buscar melhores oportunidades em Ananindeua. E para isso, deixou a casa onde morava com a mulher no bairro de Batista Campos, em Belém, para viver no bairro do Aurá, em Ananindeua. “Na época, a violência estava muito grande e Ananindeua por ser distante era um lugar bem mais tranquilo, por isso decidimos nos mudar. Além disso, não tinha serviço e eu precisava trabalhar”, relembra.

Os trabalhos foram aparecendo e sumindo e há cerca de dois anos, ele decidiu virar ambulante no centro do município onde atua vendendo lanches, na Rua Zacarias de Assunção, ao lado da Praça Matriz e da sede da prefeitura, bem no centro da cidade. “Não tenho do que me queixar. Não que eu esteja ganhando muito, mas aqui consegui ter uma casa e o suficiente para viver com a minha família. É verdade que ainda precisamos de emprego para a população, mas de modo geral, posso dizer que é bom demais viver aqui”.

 

Jeferson Pereira
Jeferson Pereira Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

Já o mecânico Jeferson Pereira, 30 anos, nascido no interior do Estado, mudou-se com a família para Ananindeua há cerca de 15 anos. “Temos uma casa no bairro da Guanabara e acredito que uma das coisas mais importantes na vida de uma pessoa é ela ter um emprego e isso eu consegui ter aqui”, diz ele, que trabalha em uma oficina na Cidade Nova IV. Para ele, um presente para o município este ano seria um investimento maior na educação e na saúde dos moradores. “Esses dois pontos são a base de tudo e é do que estamos precisando”, opina.

 

Cícero Neri
Cícero Neri Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

Nascido em Brasília, Distrito Federal, Cícero Neri, 48 anos, foi tentar a vida em Ananindeua e se instalou no bairro do Aurá. “Trabalhei como taxista, como mecânico de bicicleta, entre outras coisas, e agora tenho um trailer onde vendo roupas na rua, na Arterial 18, na Cidade Nova”.

Por um tempo, ele decidiu sair da cidade e ir para São Paulo tentar a vida lá, mas acabou não se adaptando e retornou para Ananindeua. “Apesar de ganhar mais dinheiro lá, não conseguia viver bem porque tudo é caro e distante, então depois de cerca de um ano decidi retornar e hoje sou muito grato por tudo que esse município me deu, o meu trabalho, a minha casa e a minha família. Apesar de não ser rico, tenho o suficiente para sobreviver e me sinto feliz a

 

Joelma Souza
Joelma Souza Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

ssim”, resume.

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