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PROVIDÊNCIAS

Abastecimento de energia na Calha Norte preocupa Jader Barbalho

Cidades paraenses são atendidas pela mesma empresa que administra sistema no Amapá. Preocupação do senador é que não ocorra a mesma crise energética do estado vizinho. Ele pediu informações ao Governo Federal.

quinta-feira, 26/11/2020, 11:27 - Atualizado em 26/11/2020, 11:25 - Autor: Luiza Mello de Brasília


Jader lembra que estado não pode ter apagões como no Amapá, já que temos a hidrelétrica de Tucuruí
Jader lembra que estado não pode ter apagões como no Amapá, já que temos a hidrelétrica de Tucuruí | Divulgação

A crise de abastecimento de energia que atingiu 13 das 16 cidades do Amapá também preocupa municípios paraenses da Calha Norte, que são abastecidos pela mesma prestadora que atende ao estado vizinho. Na semana passada o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), solicitou às autoridades brasileiras responsáveis pela fiscalização e coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), informações sobre a segurança e garantia de abastecimento nas cidades paraenses. O pedido feito pelo governador foi reforçado pelo senador Jader Barbalho, que também fez a solicitação de informações junto ao Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Operador Nacional do Sistema (ONS).

Jader lembrou que as cidades de Oriximiná, Óbidos, Alenquer, Monte Alegre, Curuá e o distrito de Monte Dourado, no município de Almeirim são abastecidas pela empresa Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), a mesma que opera no Amapá. O senador ressaltou que, até o momento, não há informações concretas sobre o futuro e as providências definitivas com relação à empresa LMTE após o acidente que prejudicou de forma grave a população amapaense por 22 dias.

“É necessário informar se a mesma empresa irá continuar a operar normalmente no Amapá e no Pará, e quais são as garantias e segurança para a população dos dois estados, sobretudo após serem apontadas graves falhas de gestão na transmissão de energia àquele estado”, enfatizou Jader Barbalho.

Um transformador de energia foi completamente avariado após um incêndio na subestação, enquanto outro foi parcialmente danificado. Um terceiro transformador reserva, que deveria estar apto a entrar em operação em casos de emergência continua em manutenção. “Por consequência, o suprimento de energia do Estado, que depende exclusivamente das instalações de transmissão da LMTE, acabou sendo gravemente comprometido e não sabemos qual é o futuro desse complexo sistema. Temos notícias sobre graves problemas financeiros que continuam afetando a gestão da atual concessionária de energia do Amapá. Precisamos de garantias de que isso não vai novamente ocorrer e de que as cidades paraenses terão abastecimento garantido”, cobrou o parlamentar paraense.

INFORMAÇÕES

A empresa espanhola que era responsável pela subestação passou por uma série de problemas financeiros nos últimos anos e vendeu a concessão, no ano passado, a outra empresa. A Isolux era dona da LMTE (Linhas de Macapá Transmissora de Energia), que ganhou, em 2008, a concessão das linhas de transmissão do Pará para o Amapá por 30 anos. Após uma série de problemas financeiros, a Isolux entrou em processo de recuperação judicial em 2016, na Espanha. No final de 2019, a empresa vendeu a concessionária LMTE à Gemini Energy.

Hoje, os mais de 861 mil moradores do estado dependem da eletricidade produzida na hidrelétrica de Tucuruí (PA). De lá, a energia é levada por linhas de transmissão até o Amapá e repassada aos clientes. “Precisamos de informações concretas, essa é a primeira providência, para então sabermos como cobrar das autoridades medidas preventivas que garantam que o que ocorreu nesses 22 últimos dias no Amapá não vai acontecer nas cidades paraenses, o que seria um absurdo, uma vez que a energia que abastece o estado vizinho é gerada em Tucuruí” lembra o senador.

“Qual a segurança e a garantia de abastecimento energético que as cidades paraenses que são atendidas vão ter para os próximos meses e quais providências serão tomadas no Pará, caso ocorram falhas semelhantes às que assistimos no Amapá. Essa é a principal questão que precisa ser respondida com urgência. Não podemos expor a população paraense ao caos enfrentado pelo Amapá, bem como não é admissível que o povo amapaense sofra novamente com uma tragédia que deve ser evitada pelas autoridades”, concluiu o senador.

 


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