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Notícias / Notícias Pará

MUITA SUJEIRA

Tem acúmulo de lixo por todos os cantos da capital paraense

Os entulhos estão concentrados em vias públicas, canteiros e calçadas dos mais diversos bairros da cidade, que continua totalmente largada

quarta-feira, 18/11/2020, 08:19 - Atualizado em 18/11/2020, 09:31 - Autor: Luiz Guilherme Ramos


Moradores denunciam queé comum o descarte irregular de entulhos na rodovia Arthur Bernades
Moradores denunciam queé comum o descarte irregular de entulhos na rodovia Arthur Bernades | Celso Rodrigues

Não é de hoje que o DIÁRIO mostra a situação de abandono de Belém e um dos problemas mais graves é o lixo. Em vários pontos da cidade é possível ver amontoados de entulhos domésticos e até móveis – como cama, sofá, carcaça de geladeira e fogão. Em parte, a sujeira vista em muitos lugares é resultado da pura e grave falta de educação, que perpetua práticas insalubres, como o descarte irregular em plena via pública. Apesar disso, a coleta de lixo também tem deixado a desejar na capital e a reclamação vem de todos os lados.

A cuidadora Eliane Costa, 49, passa diariamente pela avenida Marquês de Herval. É o trajeto de casa até o trabalho. Próximo à avenida Lomas Valentinas, um amontoado de lixo passa dias sem que haja o recolhimento. Ela diz que a sujeira, além do incômodo visual, traz riscos à saúde e muitas vezes a obriga a desviar a rota, pois o excesso acaba tomando parte do canteiro, que deveria servir para ciclistas e pedestres. “É difícil conviver com essa sujeira, mas ao mesmo tempo é muito comum ver esse tanto de lixo, não só aqui, mas em várias partes de Belém. O pior disso é o risco de alguma doença, pois aparecem mosquitos, ratos, todo tipo de animal. Acho que falta maior controle por parte da prefeitura, mas também educação do povo”, critica.

TERRENO

Outro ponto que sofre com a ação irregular de descarte fica no bairro do Guamá. No trecho da avenida Bernardo Sayão com José Bonifácio, um enorme terreno de propriedade da Prefeitura de Belém serve de ponto de descarte. No mesmo terreno, uma placa da própria PMB anuncia o asfaltamento de vias da capital, encravada no meio do lixo que é deixado geralmente na parte da noite.

“Não tem hora. Geralmente são pessoas de outras áreas que chegam aqui com carros atolados de lixo. Aí no meio vem tudo o que você está vendo. Não importa se o lixo é recolhido, todo dia vem gente jogar lixo. Assim não tem maneira queresolva”, reclama o pedreiro Francisco Cravo, 60.

Aliás, na mesma avenida, perto do portão 1 da Universidade Federal do Pará (UFPA), outro ponto acumula lixo e restos de materiais. São objetos domésticos, camas, guarda-roupa, geladeiras, sofás, praticamente uma mobília completa despejada na rua.

Em alguns desses pontos, a população tenta reverter o descaso como pode. Na avenida Perimetral, perto da passagem dos Milagres, bairro da Terra Firme, os moradores puseram pneus e plantas no canteiro, mas ao final do jardim improvisado, uma pilha de entulho enfeia a paisagem. Segundo eles, o responsável pela proeza é um vizinho, que todas as noites recolhe lixo de pessoas próximas em troca de dinheiro, para fazer o descarte na via.

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