Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
31°
cotação atual R$

Notícias / Notícias Pará

COVID-19

Ideal ainda é viajar somente se for necessário na pandemia

Embora o Estado já tenha atravessado o pico de proliferação do novo coronavírus, a pandemia não acabou. Infectologista alerta para os riscos de deslocamento e pede que os cuidados com a saúde sejam redobrados

terça-feira, 17/11/2020, 07:41 - Atualizado em 17/11/2020, 11:38 - Autor: Pryscila Soares


O paraense Nelson Dias voltou para São Paulo, onde mora há 26 anos. Ele tem se protegido da doença
O paraense Nelson Dias voltou para São Paulo, onde mora há 26 anos. Ele tem se protegido da doença | Wagner Santana

Todos os anos, os períodos de férias escolares, festas de fim de ano e de Carnaval são de alta temporada para o turismo. Muitas pessoas se planejam com meses de antecedência para viajar nessas datas, sejam destinos nacionais ou internacionais. Mas, com uma pandemia no mundo é preciso ter cautela, analisar e escolher um destino seguro. E, sobretudo, manter sempre os protocolos sanitários para evitar a transmissão do novo coronavírus.

A infectologista Andréa Beltrão lembra que todo cuidado é pouco, uma vez que a população ainda não foi imunizada contra a doença. Atualmente vários países da Europa, por exemplo, vivenciam uma segunda onda da Covid-19. E para quem ainda não teve a doença, os cuidados devem ser redobrados. “Estamos num momento de elevação no número de casos. Lógico que agora nós aprendemos, procuramos um médico que atende melhor, mais tranquilo, porque não é mais uma novidade. Sei que muita gente não aguenta mais ficar em casa, se mantendo longe de aglomerações. Mas é preciso”, explicou.

Para a médica, o ideal seria que as pessoas esperassem um pouco mais para voltar a fazer viagens turísticas, já que a oferta da vacina que garantirá proteção está mais próxima. Mas, se a pessoa optar por viajar é preciso observar cuidadosamente alguns pontos. “Dê preferência para viagens de carro, com pouca gente, pessoas que já tiveram a doença ou que não têm contato com pessoas do grupo de risco. Isso é o mais aconselhável no momento”, pontuou.

Os destinos também precisam ser analisados. Para isso, procure informações sobre como está a situação da doença no destino pretendido. “Tem de ficar de olho como está o número de casos no local em que pretende ir. A não ser que sejam locais no interior, mais afastados, em que você vai ficar na praia e pode ir de carro”, disse.

“Durante a viagem é importante manter as medidas de prevenção, como o uso de máscaras, de álcool em gel. Evitar aglomerações, dar preferência para transportes que têm esse cuidado de deixar um banco separado para você não ficar muito próximo. Ônibus ou avião que tenha o cuidado de não deixar entrar pessoas que estejam com algum sintoma respiratório, principalmente a febre, a dor no peito, porque pode ser uma fonte de transmissão, já que o ambiente é fechado”, explicou a médica, acrescentando que, caso a pessoa esteja doente, ou com algum sintoma respiratório, é recomendado evitar viajar.

CUIDADOS

Aguardando a hora para embarcar no Aeroporto Internacional de Belém, a dona de casa Teresinha Lins, 59, moradora de Castanhal, nordeste paraense, seguiu ontem num voo direto para Curitiba, a passeio, acompanhada de amigas. É a primeira vez que ela viaja no período da pandemia. “Não tive Covid-19 e não tenho receio de viajar. Estou sempre mantendo cuidados e uso máscara direto. E todo tempo fico higienizando as mãos. Claro que temos de ter o maior cuidado. Vamos para uma missão da igreja, sempre mantendo os cuidados e o distanciamento social”, afirmou.

Era possível observar que os passageiros estavam cumprindo o protocolo de uso da máscara dentro do aeroporto. O paraense Nelson das Mercês Dias, 47, atua como mecânico industrial em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, onde mora há 26 anos. Natural do município de São João de Pirabas, nordeste do Pará, ele passou suas férias em Belém e retornou ontem para casa. “Não tive Covid-19 até o momento. Moro com minha esposa e três filhos. Achei a viagem tranquila e segura. Mantenho cuidados como uso de máscara e álcool em gel que ando sempre. Essa máscara tem validade de, no máximo, duas horas. Ando com um saquinho e de uma em uma hora troco. Em São Paulo é mais rígido, as pessoas respeitam mais as medidas. Aqui as pessoas estão mais relaxadas”, observou.

 


Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS