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Saúde auditiva requer atenção e cuidado. Saiba mais!

Ciir garante inclusão, assistência e entrega de aparelhos aos deficientes auditivos

quinta-feira, 12/11/2020, 13:50 - Atualizado em 12/11/2020, 13:50 - Autor: Agência Pará


Ficar atento aos primeiros sinais de qualquer alteração é essencial
Ficar atento aos primeiros sinais de qualquer alteração é essencial | Reprodução

Conhecer os principais cuidados com a saúde auditiva e ficar atento aos primeiros sinais de qualquer alteração é essencial, especialmente, porque a perda de audição é uma das deficiências mais comuns em crianças e adultos no Brasil. 

Na terça-feira (10), comemorou-se o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Surdez e o Governo do Pará, por meio do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (Ciir), atua para garantir a inclusão e toda a assistência necessária aos paraenses diagnosticados com algum problema desse tipo. Referência estadual na assistência de média e alta complexidade às Pessoas com Deficiência (PcD), o Ciir já entregou, em 2020, 31 aparelhos auditivos, dos 72 selecionados.

PRINCIPAIS CAUSAS

Segundo a médica otorrinolaringologista do Ciir, Jessica Tavares, a perda auditiva pode ter diversas causas, que se relacionam às alterações do conduto externo do ouvido (rolha de cera, impactações do cerúmen, otites), da orelha média (infecções e alterações dos ossículos da audição, como a otoesclerose) ou da orelha interna (alterações de caráter genético ou infeccioso que envolve o nervo auditivo). 

As alterações podem gerar impactos na saúde auditiva do indivíduo, de acordo com o grau identificado. “O otorrinolaringologista faz uma avaliação do paciente e indica exames auditivos diagnósticos, como a audiometria, para identificar o tipo de perda auditiva e qual o grau, para estabelecer o tratamento adequado”, explica. 

PRIMEIROS SINAIS

O zumbido é, geralmente, um dos primeiros sinais de alteração da via auditiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 20% da população sofre com esse tipo de problema. No Brasil, isso significa algo em torno de 30 milhões de pessoas. 

Ter que aumentar o volume da televisão, pedir para as pessoas aumentarem tom de voz para conseguir ter uma conversação e até apresentar dificuldades no entendimento das palavras são alguns dos sinais que todos devem estar atentos. “Nas crianças, a perda auditiva ainda pode se apresentar com o atraso na fala ou dificuldades no aprendizado”, ressalta a médica. 

CUIDADOS COM A SAÚDE AUDITIVA

- Evitar manipular o ouvido; 

- O uso do cotonete não é indicado para realizar a limpeza, que deve ser feita com uma toalha seca na borda do ouvido após o banho;

- Evitar exposição a ruídos intensos acima de 90 decibéis por um período prolongado (acima de 8h por dia). Quem precisar se expor, deve usar Equipamentos de Proteção Individual;

- Atenção com o volume do fone de ouvido, que possui ruídos intensos;

- Evitar tabagismo (fator de risco para alterações auditivas);

- Controlar doenças preexistentes, especialmente, relacionadas à pressão arterial e diabetes;

- Ter hábitos de vida saudáveis;

A otorrinolaringologista do Ciir orienta uma avaliação anual com o profissional médico, especialmente, se tiver houver algum fator de risco familiar.

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ATENDIMENTOS

Para ter acesso ao atendimento especializado no Ciir, os usuários devem ser encaminhados pelas unidades ou postos de saúde, por meio do Sistema de Regulação Estadual, onde o pedido será analisado conforme perfil do usuário. O Ciir funciona na rodovia Arthur Bernardes, nº 1.000. Mais informações: (91) 4042-2157/58/59.

CENTRAL DE INTERPRETAÇÃO DE LIBRAS DO PARÁ

A Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), por meio do Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (Ciic), disponibiliza a Central de Interpretação de Libras do Pará (Cilpa), para atender pessoas com deficiência auditiva da capital e também do interior do Estado. 

A Central possui 614 cadastrados e oferece o serviço de intérprete de Libras e de orientação para seus usuários. Em funcionamento na Av. Almirante Barroso, nº 1.765, bairro do Marco, em Belém, de 8h às 17h, de segunda a sexta. Para mais informações: (91) 98441-1983/ (91) 99262-1696 (WhatsApp). 

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