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PLANEJAMENTO

Prioridade de uso do 13º deve ser para pagamento de dívidas

O salário extra vai ajudar a organizar a vida financeira de milhões de trabalhadores, já que sete em cada dez brasileiros estão endividados

quinta-feira, 05/11/2020, 10:47 - Atualizado em 05/11/2020, 10:46 - Autor: Denilson D’Almeida


Na contramão, o consultor de vendas Cley Shermont não fez novas dívidas durante a pandemia
Na contramão, o consultor de vendas Cley Shermont não fez novas dívidas durante a pandemia | Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

Até o próximo dia 30 de novembro, os trabalhadores poderão receber a primeira parcela do 13º salário e, um ano tão atípico como tem sido 2020, fazer o uso responsável deste dinheiro é fundamental para todos os brasileiros. A principal recomendação é que o valor seja usado para pagar dívidas, principalmente aquelas contraídas a juros elevados. Entretanto, também é importante investir pelo menos uma parte do dinheiro – o que é mais difícil de ocorrer, já que boa parte da parte da população ainda não tem uma boa educação financeira. Além disso, sete entre dez brasileiros estão endividados, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Portanto, o pagamento de dívidas não deixa de sero principal destino do 13º.

Para a vice-presidente regional da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Ana Ferrari, no país existem dois cenários: um formado por quem está com dívidas de grande valor ou de juros elevados. “Para estas pessoas, sem dúvidas, o recomendável é usar o 13º para quitar dívidas ou parte delas. Com isso o nome fica limpo e elas têm a chance de fazer novas negociações”, comentou.

Outra alternativa é tentar investir parte do dinheiro. “É para quem não tem dívidas ou quem está com dívidas bem pequenas. Mas é importante atentar que nem todo trabalhador tem perfil de investidor. Muitos não sabem nem onde ou como investir o dinheiro, inclusive o décimo”, alertou a educadora financeira ao sugerir que os trabalhadores comecem a buscar mais informações sobre o tema. Algumas destas orientações podem, inclusive, ser dadas pelo gerente do banco onde os usuários possuem conta.

Ana Ferrari quebra dois paradigmas que ainda prevalecem entre os assalariados que é o imaginário de que abrir conta poupança é investimento. O rendimento é baixo. E isto já foi percebido, por exemplo, pelo empreendedor Felipe Sherring, 19, que desde que começou a trabalhar passou a fazer controle dos gastos e percebeu que na poupança só estava guardando dinheiro, sem fazer que isso representasse algum ganho real com o passar do tempo. Para ele, a opção mais vantajosa foi investir na bolsa de valores. “Como eu sou dono do meu próprio negócio também busco ter o meu 13º e o deste anoserá todo investido”, frisou.

Ana Ferrari lembrou que o investimento como o de Felipe é para quem quer levantar rendimentos a médio e longo prazo. “Infelizmente não é a realidade de todos poder guardar e investir, mas quem pudernão deve deixar de fazê-lo.”

O consultor de vendas Cley Shermont, 32, destacou que não acumulou dívidas ao longo deste ano e que já está buscando informações sobre como e onde investir o 13º salário que vai receber. “A pandemia deu um cenário de incertezas e eu não fiz dívidas, agora quero investir”, pontuou.

Como começou a trabalhar recente, Lucas Ribeiro, 22, não fez planos para o décimo. “O que vou receber é pouco, proporcional ao período trabalhado. Devo viajar para algum lugar”, disse.

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