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ALERTA

Estado registrou 123 mil “gatos” de rede elétrica em apenas um ano

As ligações clandestinas, além de serem uma prática criminosa, também trazem riscos de acidentes fatais. Concessionária investe em fiscalização

sábado, 17/10/2020, 08:14 - Atualizado em 17/10/2020, 08:58 - Autor: Luiz Guilherme Ramos


Nas ruas de Belém, é comum ver ligações clandestinas usadas para gerar energia ao comércio autônomo
Nas ruas de Belém, é comum ver ligações clandestinas usadas para gerar energia ao comércio autônomo | Wagner Santana

Somente no ano passado, foram registradas 123 mil ligações clandestinas de energia elétrica em todo estado. O popular “gato” é um furto muito recorrente e que pode ser punido com multa e até prisão, com pena prevista entre 1 e 5 anos. E há o risco de morte a quem se aventura pelo emaranhado de fios elétricos. Para isso, a fornecedora de energia do Estado faz um grande alerta.

Só na capital, segundo o executivo de operações técnicas da Equatorial Energia, Pabllo Barbosa, esse índice alcança 30% de todo furto identificado no estado, mas outras áreas também contribuem com a prática desonesta. “Outras grandes cidades do Pará também possuem altos índices, como Castanhal, Parauapebas, Marabá, Santarém. Além disso, esse furto não ocorre só na periferia, mas em todas as classes e bairros de Belém temos esses registros”, explica.

“Quando são identificados casos de grandes clientes utilizando energia de forma irregular, assim como clientes reincidentes nessa prática, a Equatorial Energia leva ao conhecimento das autoridades policiais, que, em parceria com o Instituto Renato Chaves, fazem a apuração dos fatos e tomam as medidas cabíveis”.

FISCALIZAÇÃO

Uma simples caminhada pelas ruas do centro da capital é suficiente para flagrar situações do tipo. Em uma cidade com níveis elevados de comércio autônomo e informal, o “gato” acaba sendo a saída encontrada por comerciantes do mercado informal. Para tanto, Barbosa explica que a rede fornecedora de energia elétrica investiu pesado para diminuir os impactos do desvio. “Em 2019, a Equatorial comprou mais de 12 Terawatt-hora (TWh) de energia elétrica para atender toda extensão territorial do estado. Desse universo, cerca 30% correspondem às perdas. Entre elas, o furto de energia figura entre as principais. Além de um gasto adicional para as operadores, elas afetam o valor da tarifa e qualidade do fornecimento”.

No processo de fiscalização contra o furto de energia, a concessionária mobiliza equipes e conta com o apoio popular. “A Equatorial tem plano de combate às perdas. Para isso mobilizou equipes para esse tipo de ação. Eles fazem a fiscalização em todo Pará. Além disso, realizamos as fiscalizações com base nas denúncias da população, através de aplicativo, site e central de atendimento (0800 0910196)”.

Punição

O crime para o furto de energia pode ser enquadrado em dois artigos do código penal brasileiro. O artigo 155, correspondente ao furto, no parágrafo terceiro, tem pena prevista de 1 a 4 anos de reclusão ou multa. Já o artigo 265 trata o crime como atentado contra a segurança do serviço de utilidade pública, com pena de 1 a 5 anos, além de multa.

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